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09/12/25 - às 11:18
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O mundo marca hoje o Dia Internacional do Genocídio, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reforçar a necessidade de prevenir crimes em massa, promover responsabilização internacional e manter vivo o compromisso global com a proteção de grupos vulneráveis. A data, criada em 2015, lembra a adoção da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio, documento histórico aprovado pela ONU em 1948, logo após as atrocidades da Segunda Guerra Mundial. “Os Estados têm a obrigação primordial de prevenir e punir o genocídio […] Exorto também todos os governos a implementarem integralmente a Convenção e a responsabilizarem os perpetradores”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em mensagem sobre a importância do tratado.
Essa reflexão mundial encontra espaço em Prudentópolis, município marcado pela forte presença da cultura ucraniana e herdeiro das histórias de famílias que enfrentaram perseguições, fome e repressão durante o Holodomor, o genocídio que devastou a Ucrânia nos anos de 1932 e 1933. Sob o regime de Josef Stalin, milhões de ucranianos morreram em consequência de uma fome artificial imposta pelo Estado soviético, reconhecida internacionalmente como uma política deliberada de extermínio e de destruição da identidade nacional ucraniana.
Para o povo ucraniano, o Holodomor é uma das páginas mais dolorosas de sua história, ainda hoje marcada na memória coletiva e transmitida entre gerações. Todos os anos, no Dia da Lembrança do Holodomor, famílias na Ucrânia e na diáspora mantêm viva essa recordação com gestos simbólicos: acendem velas e colocam maçãs em homenagem às milhões de vidas perdidas durante a fome. Esses costumes expressam luto, respeito e resistência, e também reforçam o compromisso de não permitir que o sofrimento vivido seja esquecido ou repetido.
Ao lembrar o Dia Internacional do Genocídio, especialistas e lideranças culturais reforçam que episódios como o Holodomor não pertencem apenas ao passado: são alertas permanentes sobre os riscos do autoritarismo, da supressão de direitos e da violência sistemática contra povos e minorias. Em Prudentópolis, onde a preservação das tradições ucranianas é parte essencial da vida comunitária, a data fortalece o compromisso com a memória, com a verdade histórica e com a defesa dos direitos humanos.
A lembrança desse capítulo trágico não é apenas um ato de homenagem, mas um compromisso ético com o futuro. Manter viva a memória do Holodomor, assim como de qualquer outro genocídio cometido na história da humanidade, é essencial para que tais atrocidades jamais se repitam. Recordar o que aconteceu, compreender suas causas e reconhecer seus impactos é uma forma de fortalecer a consciência coletiva, promover educação histórica e desenvolver sociedades mais vigilantes contra discursos e práticas que possam conduzir novamente ao extermínio de povos e culturas. Somente aprendendo com o passado é possível construir caminhos de justiça, dignidade e proteção dos direitos humanos.
