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22/12/25 - às 13:51
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O assédio sexual é uma das formas mais graves de violência, pois atinge diretamente a dignidade, a liberdade e a integridade emocional das vítimas. Em Prudentópolis, os dados oficiais da Polícia Militar mostram que essa realidade está presente no cotidiano e exige atenção constante do poder público e da sociedade.
Mais do que números, o assédio representa histórias interrompidas, medos silenciosos e traumas que, muitas vezes, permanecem invisíveis. Entender os diferentes tipos dessa violência é um passo fundamental para reconhecer situações abusivas, apoiar vítimas e romper o ciclo de silêncio.
Ocorre quando alguém usa sua posição de poder para exigir favores sexuais em troca de benefícios ou para evitar prejuízos.
Exemplo: prometer emprego, promoção ou nota em troca de envolvimento íntimo, ou ameaçar punições caso a vítima recuse.
Caracteriza-se por comportamentos repetitivos que tornam o ambiente constrangedor ou ofensivo, mesmo sem chantagem direta.
Exemplo: piadas de cunho sexual, comentários sobre o corpo, olhares insistentes, insinuações e “brincadeiras” que humilham.
Acontece por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens ou e-mails.
Exemplo: envio de fotos íntimas sem consentimento, mensagens insistentes, perseguição online ou ameaças virtuais.
Muito comum e frequentemente minimizado, ocorre em ruas, praças, eventos ou transporte coletivo.
Exemplo: cantadas agressivas, toques sem permissão, perseguição ou exposição do corpo para constranger.
Surge quando instituições se omitem, desacreditam a vítima ou protegem o agressor.
Exemplo: ignorar denúncias, desencorajar registros ou transferir a vítima em vez de responsabilizar o autor.
Um dos mais difíceis de denunciar, pois envolve vínculos afetivos ou de confiança.
Exemplo: situações abusivas em festas, encontros, relações familiares ou de convivência próxima.
O impacto do assédio sexual vai além do momento da agressão. As vítimas podem enfrentar medo constante, ansiedade, depressão, queda no rendimento escolar ou profissional, isolamento social e perda da autoestima. Em muitos casos, o trauma permanece por anos, especialmente quando não há acolhimento ou justiça.
Os registros da Polícia Militar indicam a dimensão do problema no município:
Importunação sexual
Estupro ou atentado violento ao pudor
Estupro de vulnerável
Os números revelam uma redução em alguns tipos, mas também um aumento expressivo nos casos de estupro de vulnerável, o que acende um alerta para a necessidade de proteção reforçada a crianças, adolescentes e pessoas em situação de maior fragilidade.
O silêncio protege o agressor e isola a vítima. Informar, debater e conscientizar são ações que salvam vidas, fortalecem a rede de apoio e encorajam denúncias. Combater o assédio passa por educação sobre consentimento, criação de ambientes seguros, acolhimento das vítimas e responsabilização efetiva dos autores.
Falar sobre assédio sexual não é exagero, nem vitimismo. É defesa da dignidade humana. É garantir que ninguém precise viver com medo, culpa ou vergonha por uma violência que jamais deveria acontecer.