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31/12/25 - às 10:36
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A adoção de medidas preventivas contra acidentes com animais peçonhentos pode ser decisiva para garantir férias tranquilas e preservar o descanso de paranaenses e turistas. O alerta é da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), que aponta aumento significativo dessas ocorrências até o mês de março, período marcado por temperaturas mais elevadas, maior umidade, reprodução dos animais e intenso fluxo de pessoas em áreas turísticas, de mata e litoral.
Somente no primeiro trimestre de 2025, considerado o pico desse período, quase 3 mil acidentes com animais peçonhentos foram notificados no Estado. Em ambientes terrestres, os registros mais comuns envolvem cobras, lagartas, abelhas, escorpiões e aranhas. Já no litoral, a atenção deve ser redobrada em relação a águas-vivas e caravelas. Para banhistas e pescadores da Costa Oeste e Noroeste do Paraná, o risco está nos acidentes com arraias e bagres, animais aquáticos que possuem ferrões capazes de perfurar a pele e, em casos mais graves, causar necrose e infecções.
Ao longo de 2025, a Sesa intensificou ações de capacitação para o manejo clínico adequado desses acidentes. Cerca de 700 profissionais de saúde — entre médicos, enfermeiros, técnicos da Atenção Primária, equipes de urgência e emergência e profissionais da vigilância em saúde — receberam treinamento específico.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, as ações preventivas e assistenciais são fundamentais para a segurança da população. “As ações, desde o alerta preventivo até a manutenção do Centro de Informação e Assistência Toxicológica e o treinamento das nossas equipes, garantem que o cidadão tenha o suporte necessário, contribuindo diretamente para a segurança e a sobrevida em casos de acidentes graves de modo rápido e seguro”, destacou.
prevenção e conscientização
A Sesa promove constantemente campanhas de conscientização voltadas à população. Em 2025, essas ações foram intensificadas em Curitiba e na região do Norte Pioneiro, com atenção especial ao escorpião amarelo, espécie que tem apresentado maior incidência nessas localidades.
Alguns cuidados simples ajudam a evitar o contato com animais peçonhentos, como o uso de equipamentos de proteção em limpezas e trilhas, a inspeção de roupas, calçados e roupas de cama antes do uso e a eliminação de entulhos, folhas secas e lixo. Também é recomendado afastar camas e berços das paredes, manter lençóis e cobertas fora do chão, não colocar as mãos em buracos, tocas ou sob pedras e evitar banhos em praias com registros recentes de acidentes por águas-vivas e caravelas. Em locais rochosos, caminhar sempre com proteção nos pés.
o que fazer em caso de acidente
Em caso de acidente, a orientação principal é procurar o atendimento médico mais próximo o quanto antes. Todos os serviços públicos de saúde do Paraná estão preparados para avaliar e tratar essas ocorrências, incluindo a aplicação de soro antiveneno quando necessário.
Para facilitar o diagnóstico, é importante informar ao profissional de saúde o máximo de características possíveis do animal envolvido. Se for seguro, uma foto ou o próprio animal pode ajudar na identificação. Como medida imediata, recomenda-se lavar o local da picada com água e sabão, retirar anéis, pulseiras, relógios ou calçados apertados em acidentes nas extremidades e manter a área afetada elevada.
No caso específico de acidentes com águas-vivas e caravelas, a orientação é não lavar o local com água doce. O ideal é aplicar vinagre, sem esfregar, e usar compressas de gelo.
Em caso de dúvidas ou necessidade de orientação, a população pode entrar em contato com os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox):
ciatox paraná: 08000 410148
ciatox londrina: (43) 3371-2244
ciatox maringá: (44) 3011-9127
ciatox cascavel: (45) 3321-5261
A atenção aos cuidados e a busca rápida por atendimento são fundamentais para reduzir riscos e garantir um verão mais seguro em todo o Paraná.


Imagens; Reprodução da intenet