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10/01/26 - às 11:28
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O verão tem impacto direto na rotina agrícola de Prudentópolis, município reconhecido pela força do feijão e pela diversidade da produção rural. As altas temperaturas, aliadas à irregularidade das chuvas, influenciam o desenvolvimento das lavouras de feijão, milho e hortifruti, aumentando os riscos de perdas e exigindo dos produtores atenção redobrada ao manejo e às condições climáticas.
No feijão, principal símbolo da agricultura prudentopolitana, o calor excessivo acelera o ciclo da cultura e pode comprometer o enchimento dos grãos, especialmente quando há falta de chuva em períodos críticos. Já o excesso de umidade, comum em pancadas concentradas típicas do verão, favorece doenças fúngicas e dificulta o manejo no campo. Esse cenário exige monitoramento constante, já que qualquer descuido pode refletir diretamente na produtividade e na qualidade do grão.
As lavouras de milho, muito presentes no interior do município, também sentem os efeitos da estação. Temperaturas elevadas durante a floração e a formação das espigas reduzem o potencial produtivo, principalmente quando combinadas com déficit hídrico. Em áreas onde a chuva ocorre de forma intensa e concentrada, o produtor enfrenta ainda problemas com pragas, doenças e dificuldades de desenvolvimento das plantas, reforçando a importância do preparo do solo e da escolha de cultivares adaptadas à região.
Na produção de hortifruti, bastante diversificada em Prudentópolis, o verão é considerado um dos períodos mais desafiadores. Cultivos como tomate, morango, folhosas e outras hortaliças sofrem com o calor intenso, que pode causar queima de folhas, queda de flores e redução da qualidade dos frutos. A umidade elevada também favorece o surgimento de fungos e bactérias, aumentando os custos com controle e manejo. Por isso, cresce no município o uso de estufas, telas de sombreamento e sistemas de irrigação mais precisos, estratégias que ajudam a proteger a produção e manter a regularidade do abastecimento.
Diante dessas condições, o verão em Prudentópolis exige planejamento, acompanhamento climático e adoção de tecnologias no campo. Mesmo com os desafios, a adaptação dos produtores tem sido fundamental para manter a produção ativa, garantir renda às famílias rurais e sustentar a importância da agricultura para a economia e a identidade do município.