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29/01/26 - às 17:18
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A Polícia Militar Ambiental confirmou, nesta terça-feira (27), uma ocorrência de crime ambiental na localidade de Linha Outubro, no interior de Prudentópolis. A ação ocorreu após o atendimento de novas denúncias envolvendo desmatamento irregular em área de vegetação nativa, pertencente ao bioma Mata Atlântica.
De acordo com a Polícia Ambiental, a propriedade já havia sido alvo de fiscalização ambiental em 2017, quando o Instituto Água e Terra (IAT), por meio de sua regional de Guarapuava, autuou o mesmo proprietário por infrações ambientais. Mesmo após a penalização anterior, os danos ambientais persistiram e se ampliaram ao longo dos anos.
Em razão de novas denúncias, a Polícia Científica realizou um laudo pericial técnico, que apontou a continuidade do desmatamento em uma área de aproximadamente 0,58 hectare dentro da propriedade. O documento confirmou que a vegetação nativa havia sido suprimida de forma irregular.
Além disso, o setor de georreferenciamento da Polícia Militar Ambiental realizou um levantamento detalhado por meio de imagens de satélite, identificando outra área desmatada, também na mesma propriedade, com extensão aproximada de 0,41 hectare.
Somando os dois pontos verificados, os órgãos ambientais constataram a degradação total de 0,99 hectare, anteriormente cobertos por vegetação nativa em estágio médio de regeneração natural, que foram convertidos para uso agrícola, especificamente para o plantio de soja.
Durante a vistoria em campo, ficou comprovado que o proprietário do imóvel não possuía qualquer autorização ambiental para realizar as intervenções na área. A supressão da vegetação ocorreu por meio de destoca, prática proibida sem licença, especialmente em áreas protegidas pelo bioma Mata Atlântica, considerado patrimônio nacional.
Diante das irregularidades, a área foi imediatamente embargada, impedindo qualquer nova atividade produtiva no local. Também foi lavrado Auto de Infração Ambiental, com aplicação de multa no valor de R$ 7.000,00, por destruição de vegetação nativa em estágio médio de regeneração.
Além das sanções administrativas, a Polícia Ambiental informou que a Polícia Civil será comunicada, para que sejam adotadas as providências criminais cabíveis, uma vez que a legislação ambiental prevê responsabilização penal para crimes de desmatamento ilegal, especialmente quando há reincidência.
As autoridades confirmaram que o proprietário autuado em 2026 é o mesmo responsável pela infração registrada em 2017, caracterizando reincidência no crime ambiental. O histórico reforça a gravidade da situação e a necessidade de acompanhamento contínuo por parte dos órgãos de fiscalização.
A Polícia Ambiental reforça que denúncias da população são fundamentais para coibir crimes contra o meio ambiente e preservar áreas de vegetação nativa, essenciais para o equilíbrio ecológico, a proteção dos recursos hídricos e a qualidade de vida das futuras gerações.