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14/02/26 - às 08:36
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O júri popular que julgou o caso da morte de Emerson Okaranski foi encerrado na noite desta sexta-feira em Prudentópolis, após mais de 12 horas de trabalhos intensos, carregados de emoção, tensão e atenção absoluta de todos os presentes no plenário do Fórum. A sessão teve início por volta das 9h da manhã, com o sorteio dos jurados que compuseram o Conselho de Sentença formado por cinco mulheres e dois homens e foi presidida pelo juiz Guilherme Rossini, responsável por conduzir todo o julgamento.

Desde o início, o clima no plenário era de expectativa. Familiares, amigos, autoridades e membros da comunidade acompanharam cada etapa do julgamento, que se estendeu até aproximadamente 21h30, quando foi anunciada a sentença. Ao longo do dia, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas o delegado da Polícia Civil responsável pela investigação e o pai de Emerson, cujo depoimento marcou profundamente o júri. Após a oitiva das testemunhas, o acusado também foi interrogado, apresentando sua versão dos fatos antes do início dos debates entre acusação e defesa.
Quando o pai da vítima tomou a palavra, o silêncio tomou conta do plenário. Emocionado, ele relembrou o filho, descrevendo Emerson como um rapaz jovem, alegre, trabalhador e muito querido por todos. Emerson tinha pouco mais de 26 anos e, segundo familiares, era conhecido pelo sorriso fácil, pela convivência próxima com amigos e pela forma leve com que encarava a vida. O depoimento foi seguido por lágrimas, não apenas da família, mas também de pessoas que acompanhavam o julgamento, evidenciando o impacto humano do crime além dos autos do processo. 
Após a fase de oitiva das testemunhas, tiveram início os debates entre acusação e defesa. O Ministério Público apresentou sua tese sustentando a condenação do réu por homicídio qualificado contra Emerson Okaranski, tentativa de homicídio qualificado contra Carlos Marcinek e porte ilegal de arma de fogo. A acusação destacou a gravidade dos fatos, as circunstâncias do crime e as provas produzidas ao longo da investigação.
A acusação foi conduzida pelas promotoras Dra. Nayara e Dra. Flávia Patrão, que apresentaram os argumentos do Ministério Público e sustentaram a responsabilização do réu ao longo do julgamento. Na assistência de acusação atuaram as advogadas Patrícia Marques e Mari Bosak, que acompanharam o Ministério Público durante a sessão. O processo transcorreu com atenção rigorosa às garantias legais, assegurando o amplo direito de defesa ao acusado e o cumprimento de todas as etapas previstas em lei.

Após a manifestação da defesa, o Ministério Público fez uso da réplica, reforçando seus argumentos e rebatendo os pontos levantados pelos advogados do réu. Em seguida, houve a tréplica da defesa, encerrando a fase de debates. Todo o processo ocorreu de forma técnica, dentro do rito legal, mas sem perder o peso emocional que marcou o julgamento do início ao fim.
Com os debates encerrados, os jurados se reuniram para votar os quesitos apresentados, analisando cada ponto da acusação. Ao final, o Conselho de Sentença decidiu pela condenação do réu por homicídio qualificado contra Emerson Okaranski, tentativa de homicídio qualificado contra Carlos Marcinek e porte ilegal de arma de fogo. A pena foi fixada em mais de 22 anos de regime fechado, conforme anunciado na sentença lida pelo juiz Guilherme Rossini.
O julgamento, que contou com pequenos intervalos ao longo do dia, somou mais de 12 horas e meia de duração, refletindo a complexidade do caso e a importância da decisão para a família das vítimas e para a sociedade.
O crime que levou Emerson Okaranski a julgamento ocorreu após um episódio de violência que resultou em sua morte e deixou Carlos Marcinek ferido. Emerson não resistiu aos ferimentos, e sua morte causou profunda comoção em Prudentópolis, mobilizando familiares, amigos e a comunidade desde o ocorrido.
Desde então, o caso passou por investigação da Polícia Civil, produção de provas e tramitação judicial até chegar ao júri popular, etapa em que a sociedade, representada pelos jurados, decidiu sobre a responsabilidade do acusado.
Ao final do julgamento, o sentimento predominante no plenário foi de forte emoção. Para a família de Emerson, o dia marcou o encerramento de uma longa espera por uma resposta da Justiça. Para a comunidade, o júri reforçou o papel do Tribunal do Júri como instrumento democrático de julgamento dos crimes dolosos contra a vida.
O Lance segue acompanhando os desdobramentos do caso e continuará trazendo informações com responsabilidade, respeito às vítimas e compromisso com a verdade.
