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27/02/26 - às 11:32
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A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou a morte da Religiosa Nadia Gavanski, de 82 anos, assassinada no último dia 21 de fevereiro de 2026, em Ivaí, nos Campos Gerais. O laudo pericial confirmou que a religiosa foi vítima de estupro e homicídio cometido com extrema violência. O investigado, (M.P.S.), está preso e foi formalmente indiciado por uma série de crimes graves.
De acordo com a Nota à Imprensa divulgada pela Polícia Civil, o relatório final aponta que o acusado responderá por homicídio qualificado cometido com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima com agravantes por se tratar de pessoa maior de 60 anos e portadora de deficiência. Também foi indiciado por estupro qualificado, em razão da gravidade das lesões constatadas, além de resistência no momento da prisão e violação de domicílio qualificada, já que invadiu o convento mediante escalada.
As investigações reuniram imagens de câmeras de segurança, vestígios de sangue nas roupas do suspeito e outros elementos técnicos que confirmam a autoria dos crimes. O laudo pericial descreve um cenário de extrema violência física e sexual. A vítima, que apresentava limitações motoras e de fala em decorrência de um AVC anterior, foi atacada sem qualquer possibilidade real de defesa.
Durante o interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões e alegou ter agido sob influência de “vozes”. No entanto, a perícia técnica afastou versões que buscavam minimizar a natureza sexual do crime. Os elementos colhidos reforçam que houve violência deliberada e brutal.
Somadas as penas máximas previstas no Código Penal para os quatro crimes imputados, o acusado pode enfrentar condenação superior a 50 anos de reclusão considerando até 30 anos pelo homicídio qualificado com aumento de pena, 15 anos pelo estupro qualificado, além das penas relativas à resistência e à violação de domicílio.
O caso gerou profunda indignação e comoção na comunidade religiosa e na população da região. A brutalidade do crime e a vulnerabilidade da vítima tornaram o episódio ainda mais impactante. Com a conclusão do inquérito, o processo segue agora para o Ministério Público e para o Judiciário, que darão andamento às etapas legais.
A morte de Irmã Nadia Gavanski marca um dos crimes mais graves já registrados na região nos últimos anos, deixando um rastro de dor e revolta e uma expectativa clara da sociedade por justiça rigorosa diante da violência praticada.