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13/05/26 - às 15:27
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Maio, tradicionalmente marcado pelas homenagens do Dia das Mães, também abre espaço para uma reflexão importante: a saúde emocional das mulheres que vivem a maternidade em meio a jornadas múltiplas, responsabilidades familiares, trabalho, cobranças sociais e, muitas vezes, pouca rede de apoio. Em Prudentópolis e em outras cidades do interior, o tema ganha ainda mais relevância diante da rotina de mães que conciliam casa, filhos, trabalho, cuidados com familiares e, em alguns casos, enfrentam sozinhas os desafios do pós-parto.
Apesar de a maternidade ser frequentemente associada apenas ao amor, à felicidade e à realização, a experiência também pode envolver cansaço intenso, insegurança, medo, tristeza, ansiedade e sensação de sobrecarga. Esses sentimentos não devem ser tratados como fraqueza ou falta de amor pelos filhos, mas como sinais que precisam ser observados com atenção pela família, pelos profissionais de saúde e pela comunidade.
No período pós-parto, conhecido como puerpério, a mulher passa por mudanças físicas, hormonais, emocionais e sociais. Segundo o Ministério da Saúde, a depressão pós-parto é um transtorno que pode surgir após o nascimento do bebê e o diagnóstico deve ser feito por avaliação clínica, considerando os sintomas e a situação de cada mulher.
Além da depressão, outros quadros emocionais também podem aparecer durante a gestação e depois do nascimento da criança. A Fiocruz aponta que a saúde mental perinatal não se resume apenas à depressão, podendo envolver ansiedade, estresse pós-traumático e outras condições que exigem escuta, acolhimento e acompanhamento adequado.
Na rotina familiar, alguns sinais podem indicar que a mãe precisa de ajuda, como tristeza persistente, irritabilidade frequente, dificuldade para dormir mesmo quando o bebê descansa, perda de interesse por atividades do dia a dia, choro constante, sentimento de culpa, isolamento, exaustão extrema e dificuldade de pedir apoio. A presença desses sinais não significa que a mulher esteja “falhando” como mãe, mas que ela pode estar vivendo um momento de sofrimento emocional.
A rede de apoio é um dos pontos centrais nesse cuidado. Dividir tarefas, oferecer ajuda prática, escutar sem julgamentos e respeitar o tempo da mulher são atitudes que fazem diferença. Em muitas situações, o apoio mais necessário não está em frases prontas, mas em ações simples, como ajudar nas tarefas da casa, cuidar do bebê por alguns momentos, acompanhar a mãe a uma consulta ou apenas permitir que ela descanse.
O acompanhamento de saúde também é essencial. O Ministério da Saúde recomenda atenção à mulher e ao recém-nascido nas primeiras semanas após o parto, com retorno aos serviços de saúde e escuta qualificada para identificar possíveis riscos ou intercorrências.
Falar sobre saúde mental materna é também combater a ideia de que a mulher precisa dar conta de tudo sozinha. A maternidade pode ser bonita, mas também pode ser cansativa, intensa e desafiadora. Por isso, o mês das mães deve ir além das homenagens: é também um convite para olhar com mais cuidado para quem cuida, fortalecer redes de apoio e garantir que mulheres sejam acolhidas em suas necessidades físicas e emocionais.
Em caso de sofrimento emocional persistente, a orientação é procurar atendimento em uma unidade de saúde, conversar com profissionais da área ou buscar apoio psicológico. O cuidado com a mãe também é cuidado com a criança, com a família e com toda a comunidade.