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15/06/26 - às 10:24
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, do Ministério Público do Paraná, deflagrou na manhã desta segunda-feira, dia 15 de junho, a Operação Panóptico, também chamada de Convergência Nacional PR-01. A ação tem como alvo uma organização criminosa de abrangência nacional, que atuava a partir de presídios, e prevê o cumprimento de 559 mandados judiciais em quatro estados. Ao todo, são 304 mandados de prisão e 255 mandados de busca e apreensão no Paraná, em São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
A operação é considerada uma grande ofensiva contra o crime organizado no Paraná e foi realizada de forma integrada com a Secretaria de Segurança Pública do Estado. A mobilização contou com a participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica, reunindo cerca de mil policiais distribuídos em 204 equipes.
Parte das ordens judiciais foi cumprida dentro de unidades prisionais. Segundo as informações divulgadas, 176 mandados de prisão e 92 mandados de busca e apreensão tinham como alvo investigados que já estavam encarcerados. A medida busca impedir a continuidade das atividades criminosas mesmo a partir do sistema prisional.
No Paraná, onde se concentra a maior parte dos mandados, as equipes atuaram em 34 municípios. Entre as cidades citadas estão Prudentópolis, Guarapuava, Irati, Candói, Laranjeiras do Sul, Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Piraquara, São José dos Pinhais, Umuarama, União da Vitória, Telêmaco Borba, Francisco Beltrão, Paranavaí e outras regiões do estado.
Além do Paraná, a operação também teve cumprimento de mandados em Naviraí, no Mato Grosso do Sul; Joinville, em Santa Catarina; e Bauru e Itapecerica da Serra, em São Paulo.
De acordo com o Ministério Público, o objetivo da Operação Panóptico é responsabilizar o maior número possível de integrantes da organização criminosa, enfraquecer sua atuação no estado, reunir provas e contribuir para a elucidação de outros crimes que possam estar sendo praticados. As prisões decretadas também têm a finalidade de impedir que os investigados continuem comandando ou executando ações criminosas.
As investigações vêm sendo desenvolvidas desde o fim do ano passado pelos dez núcleos do Gaeco no Paraná, com medidas autorizadas por órgãos do Poder Judiciário em diferentes comarcas do estado.
O nome da operação faz referência ao termo “panóptico”, ligado à ideia de vigilância ampla e constante. A expressão ficou conhecida a partir da obra “Vigiar e Punir”, do filósofo Michel Foucault, ao tratar de uma estrutura de observação capaz de transmitir a sensação de controle permanente.
A ação também integra as diretrizes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, o GNCOC, que reúne o Ministério Público brasileiro e os Gaecos de todo o país. O grupo atua de forma integrada com forças policiais e órgãos de inteligência no enfrentamento ao crime organizado em âmbito nacional.
