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13/08/26 - às 10:37
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Nesta quinta-feira (13), é celebrado o Dia do Psiquiatra, uma data dedicada aos profissionais da medicina que atuam diretamente na promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento de condições que afetam a saúde mental. No Brasil, a comemoração ocorre anualmente em 13 de agosto.
A psiquiatria é uma especialidade médica voltada à compreensão e ao cuidado de alterações que podem afetar pensamentos, emoções, comportamentos e relações sociais. O trabalho do psiquiatra envolve uma avaliação ampla do paciente, considerando aspectos físicos, psicológicos, familiares e sociais que podem estar relacionados ao quadro apresentado.
Entre as situações acompanhadas por esses profissionais estão depressão, transtornos de ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo, transtornos relacionados ao uso de álcool e outras drogas, entre diversas outras condições de saúde mental. O acompanhamento pode envolver tratamento medicamentoso e outras estratégias terapêuticas, de acordo com as necessidades de cada pessoa.
Por ser médico, o psiquiatra possui formação específica para realizar avaliações clínicas, estabelecer diagnósticos e prescrever medicamentos quando indicados. A consulta pode envolver uma conversa detalhada sobre sintomas, histórico pessoal e familiar, rotina, sono, comportamento e outras mudanças percebidas pelo paciente ou por pessoas próximas.
O objetivo não é apenas identificar uma doença, mas compreender o que está acontecendo com aquela pessoa e definir o cuidado mais adequado. Em determinados casos, o acompanhamento psiquiátrico pode ocorrer em conjunto com psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e outros profissionais.
Essa atuação integrada é importante porque a saúde mental não depende exclusivamente de um único fator. Segundo o Ministério da Saúde, ela é influenciada pela interação de aspectos biológicos, psicológicos e sociais, além das condições de vida e do ambiente em que a pessoa está inserida.
Buscar atendimento especializado pode ser importante quando alterações emocionais ou comportamentais começam a interferir de maneira significativa na rotina, nos relacionamentos, no trabalho, nos estudos ou na qualidade de vida.
Mudanças persistentes no humor, dificuldades importantes para dormir, crises de ansiedade, alterações de comportamento, pensamentos recorrentes que causam sofrimento, perda de interesse pelas atividades cotidianas ou outros sinais de sofrimento psíquico podem indicar a necessidade de uma avaliação profissional.
Isso não significa que toda dificuldade emocional seja necessariamente um transtorno mental. A avaliação individualizada é justamente o que permite compreender a situação e verificar se existe necessidade de tratamento especializado.
O Paraná também destaca que qualquer pessoa pode apresentar sinais de sofrimento psíquico em alguma fase da vida e que reconhecer os próprios limites e procurar ajuda quando necessário faz parte do cuidado com a saúde mental.
Embora psiquiatras e psicólogos possam trabalhar de forma conjunta, as duas áreas possuem formações e atribuições diferentes.
O psiquiatra é médico, com atuação voltada à avaliação médica, diagnóstico e tratamento dos transtornos mentais, incluindo a possibilidade de utilização de medicamentos. Já o psicólogo é profissional da área da Psicologia e trabalha principalmente com processos psicológicos, comportamentais e emocionais por meio de diferentes abordagens e técnicas psicoterapêuticas.
Em muitos casos, a combinação entre acompanhamento psiquiátrico e psicológico pode fazer parte de um cuidado mais completo, sempre de acordo com as necessidades e características de cada paciente.
Cuidar da saúde mental é tão importante quanto acompanhar outros aspectos da saúde. O sofrimento psíquico pode afetar diferentes áreas da vida e, quando não recebe atenção adequada, pode comprometer relações familiares, atividades profissionais, estudos e a própria autonomia.
Por isso, o atendimento especializado contribui para identificar problemas, reduzir sintomas, acompanhar a evolução dos quadros e buscar estratégias que favoreçam a qualidade de vida.
No Sistema Único de Saúde (SUS), o cuidado em saúde mental é organizado pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que reúne diferentes serviços e níveis de atendimento. A rede inclui desde a Atenção Primária, como as Unidades Básicas de Saúde, até serviços especializados, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de outros pontos de atenção.
Os CAPS, por exemplo, oferecem atendimento a pessoas em intenso sofrimento psíquico e contam com equipes multiprofissionais para acompanhamento clínico e psicossocial. O cuidado é organizado de acordo com as necessidades de cada pessoa e pode envolver também familiares e outros serviços da rede.
Apesar dos avanços na área, ainda existem preconceitos relacionados aos transtornos mentais e à busca por atendimento psiquiátrico. Muitas pessoas deixam de procurar ajuda por medo de julgamentos ou por acreditarem que pedir acompanhamento profissional é sinal de fraqueza.
A saúde mental, porém, faz parte da saúde como um todo. Procurar um profissional diante de um sofrimento persistente é uma atitude de cuidado e responsabilidade consigo mesmo.
O Dia do Psiquiatra, portanto, vai além de uma homenagem aos profissionais da área. A data também representa uma oportunidade para ampliar a informação, estimular a busca por atendimento quando necessário e reforçar a importância de tratar a saúde mental com seriedade, respeito e sem estigmas.
Neste 13 de agosto, a homenagem é aos psiquiatras que dedicam sua atuação ao cuidado com a mente, às emoções e à qualidade de vida, contribuindo para que mais pessoas tenham acesso a um tratamento adequado e humanizado.
