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14/09/26 - às 08:34
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Uma mulher de 72 anos relatou à Polícia Militar ter sido ameaçada e segurada pelos braços pelo próprio filho, de 40 anos, durante uma discussão ocorrida neste sábado (12), na região central de Prudentópolis. A ocorrência foi registrada por volta das 9h56, após a equipe ser acionada pelo COPOM.
Segundo as informações repassadas à polícia, o homem estaria agressivo e possivelmente sob efeito de drogas. Quando os policiais chegaram às proximidades do endereço informado, encontraram mãe e filho em via pública, aparentemente tranquilos e conversando.
Questionado pela equipe, o homem relatou ser usuário de crack e afirmou que estava fazendo uso da substância em seu quarto quando a mãe e o pai entraram no cômodo para questioná-lo sobre a situação. Segundo ele, ficou alterado naquele momento, mas negou ter agredido ou ameaçado os familiares. Depois do episódio, teria deixado o local, sendo posteriormente acompanhado pela mãe.
Ouvida separadamente, a mulher confirmou, em linhas gerais, a dinâmica apresentada pelo filho, mas acrescentou que, ao vê-lo fazendo uso da droga no quarto, questionou-o sobre o comportamento. Conforme o relato da vítima, o filho teria se alterado e ameaçado agredi-la.
Durante a discussão, ainda segundo a mulher, o homem teria puxado uma cortina, provocando o rompimento do varão que a sustentava. Na sequência, teria segurado os braços da mãe.
O pai do homem interveio na situação, momento em que o filho deixou o local.
A Polícia Militar informou que não foram constatadas lesões aparentes na vítima, que também recusou atendimento médico. A mulher e o marido relataram aos policiais que situações semelhantes envolvendo o comportamento do homem e o uso de entorpecentes seriam recorrentes no ambiente familiar.
A vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra o filho e também solicitou a adoção das medidas protetivas cabíveis.
O homem foi encaminhado ao Hospital Sagrado Coração de Jesus para avaliação médica e confecção de laudo de lesões corporais. Conforme o boletim, não foram constatadas lesões aparentes durante a avaliação.
Após o atendimento médico, as partes foram encaminhadas à Delegacia de Polícia para os procedimentos judiciais relacionados ao caso.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar como ameaça contra mulher e vias de fato contra mulher, no contexto de violência doméstica e familiar.
