Não perca nenhum LANCE!
Faça parte da nossa comunidade! E receba antes o que é notícia em promeira mão.
Desde 2015, informamos com imparcialidade, lutamos contra a desinformação e fortalecemos a comunidade. Nosso lance é você!
Confira os portais que fazem parte do Lance Notícias:
18/09/26 - às 11:41
Compartilhe:
Motoristas que utilizam a BR-277 no Paraná devem ficar atentos a uma nova tecnologia de monitoramento de velocidade. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou projetos-piloto para testar equipamentos capazes de calcular a velocidade média dos veículos ao longo de um trecho da rodovia, em vez de registrar apenas a velocidade em um ponto específico. Nesta etapa experimental, os dados não poderão ser usados, sozinhos, para gerar autuações ou penalidades.
No Paraná, os testes foram autorizados em diferentes segmentos da BR-277 e envolvem duas concessionárias. A EPR Iguaçu terá monitoramento em trechos entre os quilômetros 350+895 e 354+240, 457+290 e 476+895, 609+500 e 613+050 e 685+435 e 689+050. Já a EPR Litoral Pioneiro recebeu autorização para testar a tecnologia entre os quilômetros 33 e 41, no sentido decrescente.
O trecho entre os quilômetros 457+290 e 476+895, por exemplo, possui 19,6 quilômetros de extensão, sendo o maior dos segmentos autorizados na BR-277 dentro do projeto da EPR Iguaçu. Os demais trechos têm extensões menores, variando entre aproximadamente 3,3 e 8 quilômetros.
Diferentemente de um radar convencional, que verifica a velocidade do veículo em um determinado ponto da rodovia, o sistema de velocidade média utiliza dois pontos de monitoramento.
A tecnologia registra a passagem do veículo nos locais definidos e calcula o tempo utilizado para percorrer a distância entre eles. A partir dessas informações, é possível determinar a velocidade média desenvolvida durante o percurso.
A proposta dos testes é verificar, em condições reais de operação, aspectos como confiabilidade dos dados, funcionamento dos equipamentos, desempenho da tecnologia e comportamento dos usuários.
A ANTT estabeleceu que o projeto-piloto terá caráter técnico, educativo e experimental. O prazo previsto é de 180 dias, contados a partir da efetiva implantação e do início do monitoramento.
Durante essa fase, não será permitida a aplicação de autuações ou penalidades aos motoristas com fundamento exclusivamente na velocidade média registrada pelo sistema.
Isso significa que o teste não elimina outras formas de fiscalização existentes nas rodovias. A regra experimental se refere especificamente ao uso da velocidade média registrada pelo novo sistema como fundamento exclusivo para uma penalidade.
As concessionárias também deverão manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, informando os usuários sobre o monitoramento da velocidade média.
Para quem trafega pela BR-277, a recomendação é manter a atenção à sinalização e respeitar os limites de velocidade durante todo o percurso, independentemente da presença de equipamentos de fiscalização.
