Não perca nenhum LANCE!
Faça parte da nossa comunidade! E receba antes o que é notícia em promeira mão.
Desde 2015, informamos com imparcialidade, lutamos contra a desinformação e fortalecemos a comunidade. Nosso lance é você!
Confira os portais que fazem parte do Lance Notícias:
07/10/26 - às 16:15
Compartilhe:
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu a investigação sobre o acidente que deixou 23 mortos na BR-373, em Ipiranga, na madrugada de 19 de agosto de 2026. Segundo o inquérito conduzido pela Delegacia de Ipiranga, a colisão frontal foi resultado de uma combinação de fatores envolvendo os dois veículos. O caminhão teria invadido a pista contrária, enquanto o micro-ônibus da Prefeitura de Imbituva trafegava acima do limite de velocidade no momento do impacto.
O acidente aconteceu no km 209 da BR-373 e envolveu um caminhão da empresa Meggatrans e um micro-ônibus utilizado pelo Município de Imbituva para o transporte de pacientes que viajavam para consultas e exames médicos.
Ao todo, 22 ocupantes do micro-ônibus, incluindo o motorista, morreram, além do motorista do caminhão. Outras cinco pessoas que estavam no coletivo sobreviveram, mas ficaram feridas.
Durante a investigação, perícias apontaram uma série de irregularidades relacionadas ao caminhão. Dados de telemetria indicaram que o veículo trafegava a 80 km/h momentos antes da colisão, em um trecho da rodovia onde a velocidade máxima permitida era de 60 km/h.
Os laudos também identificaram desgaste em componentes do veículo que comprometia a eficiência do sistema de frenagem.
Outro elemento analisado pela Polícia Civil foi o uso de celular pelo motorista. Conforme os dados obtidos durante a investigação, o condutor do caminhão acessou o WhatsApp cerca de 17 minutos antes da colisão.
Para os investigadores, embora o registro não permita afirmar de forma definitiva que o aplicativo estava sendo utilizado exatamente no momento da batida, existe a possibilidade de que o motorista estivesse distraído pelo celular quando ocorreu a invasão da pista contrária.
A investigação apontou ainda que o motorista do micro-ônibus também contribuiu para a dinâmica e a gravidade do acidente.
Dados extraídos do cronotacógrafo digital do coletivo indicaram que o veículo estava a 101 km/h no momento do impacto, velocidade 41 km/h superior ao limite regulamentar de 60 km/h naquele trecho da rodovia.
O relato de um dos passageiros que sobreviveu ao acidente também foi considerado pela investigação. Segundo o depoimento, o micro-ônibus havia deixado Imbituva com aproximadamente 20 minutos de atraso, e o motorista estaria conduzindo de maneira “apressada”.
Os exames toxicológicos realizados nos dois motoristas deram resultado negativo para álcool e drogas.
Durante a apuração, os investigadores também analisaram a possibilidade de um terceiro veículo ter participado da colisão. A hipótese surgiu após um caminhão de cor prata, que apresentava avarias, ser localizado nas proximidades do acidente.
A participação desse veículo, no entanto, foi descartada pela Polícia Civil. Imagens e registros oficiais demonstraram que os danos apresentados pelo caminhão eram resultado de um acidente ocorrido anteriormente.
Segundo a investigação, os ocupantes do veículo apenas pararam no acostamento após perceberem a ocorrência para sinalizar a via e prestar os primeiros atendimentos às vítimas.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil apontou que os elementos reunidos indicam responsabilidade relacionada à conduta dos dois motoristas na ocorrência. Entretanto, como ambos morreram no acidente, não haverá responsabilização criminal dos condutores.
O conjunto de provas periciais, depoimentos, registros e demais elementos reunidos durante a investigação poderá, segundo a Polícia Civil, subsidiar eventuais processos na esfera cível, inclusive ações relacionadas à reparação de danos e indenizações para as vítimas e seus familiares.
O inquérito, portanto, encerra a apuração policial sobre as circunstâncias do acidente, mas os elementos reunidos ainda poderão ser utilizados em outras medidas judiciais relacionadas à tragédia.
