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Muitas informações desencontradas ainda circulam sobre o novo sistema tributário brasileiro. Para ajudar sua empresa a se preparar com mais segurança, reunimos cinco mitos que podem atrapalhar o planejamento e comprometer decisões importantes nos próximos anos.
1️⃣ “É um problema para 2033, dá para esperar.”
❌ MITO. Embora a transição da Reforma Tributária termine em 2033, as mudanças começam muito antes. O ano de 2026 será o período de teste da CBS e do IBS; em 2027, terá início a cobrança da CBS e do Imposto Seletivo; em 2029, começa a substituição gradual do ICMS e do ISS pelo IBS; e 2033 marca o fim da transição, não o início do problema.
Por isso, o planejamento estratégico, a adaptação de sistemas, a revisão de processos e a análise de créditos precisam começar antes. Quem deixa para se preparar apenas no fim da transição pode perder uma das fases mais importantes para ajustar a empresa com segurança: o período entre 2026 e 2028.
2️⃣ “Nada simplifica, é seis por meia dúzia.”
❌ MITO. A Reforma Tributária substitui um sistema marcado por diferentes regras, obrigações e interpretações por um modelo de IVA Dual, formado pelo IBS e pela CBS, com regras mais unificadas em âmbito nacional. A proposta busca reduzir a complexidade gerada por milhares de normas estaduais e municipais conflitantes, diminuindo também o custo de conformidade para as empresas.
É verdade que a transição pode ser temporariamente complexa, especialmente porque haverá convivência entre o modelo atual e o novo sistema por alguns anos. No entanto, essa fase de adaptação não anula a simplificação estrutural prevista para o futuro do sistema tributário.
3️⃣ “Irá destruir o fluxo de caixa das empresas.”
❌ MITO. A Reforma prevê a não cumulatividade plena, o que significa que o imposto pago em etapas anteriores poderá gerar crédito. Na prática, isso tende a reduzir distorções, desonerar investimentos e exportações e melhorar a eficiência financeira das empresas no médio prazo.
Ainda assim, o impacto no fluxo de caixa não será igual para todos. Ele vai depender do setor de atuação, da cadeia de fornecedores, do desenho do split payment, do prazo de aproveitamento dos créditos, do comportamento dos parceiros comerciais e do nível de planejamento interno da empresa.
Sem preparação, podem existir riscos e impactos financeiros relevantes. Com análise, simulações e ajustes antecipados, a empresa consegue transformar a incerteza em gestão e tomar decisões mais seguras.
4️⃣ “O Simples Nacional ficará inviável.”
❌ MITO. O Simples Nacional foi preservado pela Constituição. As empresas enquadradas nesse regime poderão continuar no modelo atual, mas também terão a possibilidade de avaliar a apuração do IBS e da CBS pelo regime regular, especialmente quando a transferência de créditos integrais aos clientes for um fator importante para manter competitividade.
Isso significa que o Simples Nacional não acabou, mas passa a exigir uma análise mais estratégica. Dependendo do perfil da empresa, dos clientes atendidos e da cadeia em que ela está inserida, a escolha do regime poderá influenciar diretamente preços, margens e relações comerciais.
5️⃣ “É um tema restrito ao fiscal, contábil, jurídico e TI.”
❌ MITO. A Reforma Tributária vai muito além das áreas fiscal, contábil, jurídica e de tecnologia. Ela impacta a estratégia de preços, a área comercial, a logística, os contratos, a margem de lucro, as compras, as vendas e a forma como a empresa se posiciona no mercado.
Com a tributação no destino, decisões sobre onde produzir, de quem comprar, para quem vender e como estruturar operações podem mudar de maneira significativa. Por isso, a Reforma precisa ser tratada como um tema de alta gestão, envolvendo diretoria, financeiro, comercial, operações e planejamento estratégico.
Quem tratar a Reforma como um assunto isolado pode errar na formação de preço, na revisão de contratos, na gestão de margem e até na estratégia de crescimento da empresa.
💡 O futuro tributário já começou.
Sua empresa está preparada ou ainda acredita nesses mitos?
A Reforma Tributária não é apenas tributária.
É de negócio. É de futuro. É agora.
