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29/12/25 - às 16:36
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A partir de 1º de janeiro de 2026, motoristas e consumidores de Prudentópolis, assim como de todo o Brasil, sentirão no bolso o aumento no preço da gasolina e do diesel. O reajuste ocorre em razão da atualização do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Com a mudança, a alíquota do ICMS da gasolina sobe R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57 um aumento aproximado de 6,8%. Já o diesel terá acréscimo de R$ 0,05 por litro, indo de R$ 1,12 para R$ 1,17. Embora os valores pareçam modestos, o impacto é significativo quando considerado o consumo diário da população e da cadeia produtiva.
O reajuste tem gerado frustração entre consumidores e empresários, que historicamente cobram uma carga tributária mais equilibrada, especialmente sobre bens essenciais como os combustíveis. Com o novo valor, apenas na gasolina, a soma de tributos federais e estaduais chega a cerca de R$ 2,25 por litro, elevando ainda mais o peso dos impostos no preço final.
Atualmente, a carga tributária da gasolina representa aproximadamente 36% do valor pago pelo consumidor. Mesmo após a mudança no modelo de cobrança do ICMS em 2022 quando o imposto passou a ser fixado por valor por litro, no formato conhecido como alíquota ad rem, o Confaz optou por manter esse sistema, promovendo apenas a atualização monetária das alíquotas.
O aumento incide já na saída das refinarias e tende a ser repassado integralmente aos consumidores nas bombas de combustível. Em municípios do interior, como Prudentópolis, onde o transporte rodoviário é fundamental tanto para o deslocamento da população quanto para o escoamento da produção agrícola e comercial, os reflexos podem ser ainda mais intensos.
Além do impacto direto no preço dos combustíveis, o reajuste do ICMS deve pressionar os custos logísticos e de transporte, influenciando o valor de alimentos, produtos e serviços. A medida também pode gerar efeitos indiretos sobre a inflação, ampliando o impacto econômico a partir de 2026 e reforçando o debate sobre a carga tributária e seus efeitos no dia a dia da população.