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02/01/26 - às 13:50
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O salário mínimo nacional de R$ 1.621,00 entrou em vigor nesta quinta-feira (1º de janeiro de 2026), conforme publicado no Diário Oficial da União e confirmado pelo Governo Federal. O aumento representa uma elevação de R$ 103,00, ou 6,79%, em relação ao piso anterior, que era de R$ 1.518,00.
O reajuste foi oficializado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no dia 10 de dezembro de 2025, após divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou 4,18% nos últimos 12 meses até novembro — índice utilizado como base para cálculo do reajuste anual do salário mínimo.
A opção pelo novo valor considerou também a aplicação de regras do arcabouço fiscal que limitam o ganho real (acima da inflação) a 2,5%, combinado com a correção pelo INPC. Dessa forma, o salário mínimo foi definido em R$ 1.621,00.
O salário mínimo serve como referência para diversos direitos trabalhistas e assistenciais, incluindo aposentadorias, seguro-desemprego, abono salarial e Benefício de Prestação Continuada (BPC). Com o reajuste, beneficiários desses programas também terão seus valores baseados no novo piso, com pagamentos já ajustados a partir do início de fevereiro.
Segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento do salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira, considerando os efeitos sobre a renda, o consumo e a arrecadação tributária, mesmo em um contexto de restrições fiscais mais rigorosas.
Especialistas apontam que o reajuste do salário mínimo tem impacto direto no poder de compra de milhões de trabalhadores formais e informais, além de influenciar o mercado interno e o consumo de bens e serviços. No entanto, também há debates sobre os efeitos fiscais, já que benefícios sociais e despesas obrigatórias do governo aumentam proporcionalmente ao novo valor.
O reajuste do salário mínimo é definido por lei e tem por objetivo principal preservar o poder aquisitivo dos trabalhadores, ajustando o piso nacional de acordo com a inflação e parâmetros econômicos estabelecidos pelo governo e pelo Congresso Nacional.