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20/12/25 - às 11:20
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Ao longo das últimas décadas, os concursos de Miss em Prudentópolis consolidaram-se como muito mais do que eventos de beleza. Eles se tornaram espaços de representatividade, identidade cultural e projeção do município, revelando mulheres que marcaram época, romperam padrões e levaram o nome da cidade para além de suas fronteiras.
Apesar de não existir um registro público único e completo que reúna todas as vencedoras desde o início dos concursos, a história pode ser reconstruída a partir de edições marcantes, depoimentos, arquivos de imprensa e da memória coletiva da população prudentopolitana. O que se percebe, ao longo do tempo, é que cada edição refletiu o contexto social de sua época e ajudou a contar a própria história do município.
Os concursos de Miss sempre teve grande atenção da comunidade local. Em especial, a edição de 2015 é lembrada como um divisor de águas, tanto pela organização quanto pela repercussão popular. Realizado durante as comemorações dos 109 anos de Prudentópolis, o concurso ocorreu em um jantar no Clube XII de Novembro e reuniu 13 candidatas, com idades entre 16 e 23 anos.
A vencedora foi Adriana Ribeiro, então com 22 anos, representante da localidade de Ligação – Região Norte. Moradora da Vila das Flores, Adriana entrou para a história do concurso ao romper uma regra tradicional: ela era mãe de dois filhos, condição que, segundo regulamentos clássicos, impediria a participação. Ainda assim, foi aclamada Miss Prudentópolis 2015, sem contestação das demais candidatas, tornando-se símbolo de representatividade feminina, independência e força. À época, ela mesma se definiu como “independente, trabalhadora e, acima de tudo, mulher”.
O sucesso do evento foi amplamente celebrado pela população e pelos organizadores, consolidando o concurso como parte do calendário cultural da cidade.

No ano de 2016, o concurso voltou a ganhar destaque em Prudentópolis com a vitória de Agnes Eduarda Ienke, então com 24 anos. O evento, realizado no Centro Social São Josafat, foi resultado de meses de preparação e dedicação das candidatas, conforme destacou um dos organizadores, Clóvis Schwab, da Império Produções Artísticas.
Agnes recebeu a faixa das mãos da Miss Prudentópolis 2015, Adriana Ribeiro, em um momento simbólico de continuidade. Em seu discurso, a coroada afirmou que o título representava a realização de um sonho — especialmente porque já havia participado de outra edição sem conquistar a vitória, o que tornou a conquista ainda mais marcante.
Além do título municipal, Agnes representou Prudentópolis no Miss Paraná, em Maringá, ampliando a projeção da cidade no cenário estadual. Com o tempo, sua trajetória seguiu crescendo: ela também foi reconhecida como Miss Prudentópolis Universo 2016 e Miss Prudentópolis Latina 2018/2019.
O destaque de Agnes abriu portas ainda maiores. Ela foi aclamada para participar do Miss Paraná Latina por dois anos consecutivos, consolidando seu nome entre as representantes mais fortes da categoria. No segundo ano, recebeu um reconhecimento que reforçou sua posição no concurso: foi aclamada como 1ª Princesa do Miss Paraná Latina, uma conquista que evidenciou sua presença, preparação e desempenho.
A trajetória ganhou ainda mais força em 2018, quando Agnes se tornou a primeira princesa a conquistar o título de Miss Atlântica Brasil 2018, feito que marcou sua carreira e elevou Prudentópolis a um novo patamar de representatividade no universo dos concursos.
No mesmo ano, ela também viveu a experiência de competir fora do país, participando do Miss Atlântica Internacional, realizado no Uruguai. A participação internacional reforçou não apenas sua evolução pessoal e profissional, mas também a capacidade de Prudentópolis de revelar nomes que chegam a palcos maiores e levam consigo a identidade do município.
O caminho de Agnes mostra que o concurso local foi apenas o começo. De Prudentópolis para o Paraná, do Paraná para o Brasil e do Brasil para o exterior, sua história se tornou exemplo de como dedicação, persistência e oportunidade podem transformar um sonho de palco em uma trajetória de alcance real.

A história dos concursos de Miss no município ganhou dimensão internacional com Maria Carolina Balicki Vinharski, conhecida como Carol Vinharski. Natural de Prudentópolis, ela se tornou a primeira brasileira a vencer o Miss Tourism International, nas edições 2020/2021. O concurso, tradicionalmente realizado em Kuala Lumpur, na Malásia, precisou acontecer de forma 100% on-line devido à pandemia da Covid-19.
Carol representou o Brasil — e não um título municipal específico —, mas sua origem prudentopolitana foi amplamente destacada. Em publicação nas redes sociais, ela relatou os desafios da trajetória, citando meses de preparação, noites sem dormir e muito trabalho. Sua vitória teve caráter histórico: foi a primeira vez que o Brasil conquistou o título máximo do concurso, disputado por representantes de 31 países, e apenas a segunda vez que uma latina venceu a competição desde 2014.
O feito projetou Prudentópolis no cenário internacional e reforçou a capacidade do município de revelar nomes que alcançam reconhecimento global.

Laisa Gresele é um nome que representa juventude, consciência ambiental e protagonismo feminino em Prudentópolis. Em 2020, ela foi reconhecida como Miss Teen Eco Paraná, título que vai além da estética e valoriza o compromisso com causas ligadas à preservação do meio ambiente, sustentabilidade e ecoturismo.
No concurso Miss Eco, a proposta central é destacar candidatas que compreendam e defendam a relação entre desenvolvimento humano e respeito à natureza. Ao representar o Paraná nessa categoria, Laisa levou consigo não apenas a beleza, mas também a mensagem de cuidado com o planeta, alinhando-se a um movimento que busca formar lideranças jovens conscientes e engajadas.
Além do reconhecimento estadual, Laisa também marcou presença em um dos eventos mais tradicionais de Prudentópolis ao ser eleita 1ª Princesa da Fenafep (Festa Nacional do Feijão Preto). O título reforçou sua ligação com a cultura local e com uma festa que simboliza a identidade, a força do agronegócio e o espírito comunitário do município.
A trajetória de Laisa Gresele evidencia como os concursos e eventos culturais podem ser espaços de representatividade, responsabilidade social e valorização das raízes locais. Seja promovendo a pauta ambiental ou representando Prudentópolis em um de seus maiores eventos, ela se consolidou como um exemplo de participação ativa da juventude na construção de valores e identidade.

Voltando no tempo, outro nome fundamental na história dos concursos é Marcia Regina Chociai, eleita Miss Prudentópolis em 2004. Conhecida até hoje como a “Rainha das Cachoeiras Gigantes”, Marcia tornou-se um símbolo diretamente associado à identidade turística do município.
Prudentópolis, reconhecida nacionalmente por suas inúmeras cachoeiras com destaque para o Salto São Francisco, a maior do Paraná, encontrou em Marcia uma representante que personificou essa riqueza natural. Ao longo dos anos, ela manteve viva a ligação com o título, celebrando em suas redes sociais mais de duas décadas dessa trajetória, sempre associando beleza, natureza e orgulho prudentopolitano.

Mesmo sem um levantamento histórico completo e oficial, os concursos de Miss em Prudentópolis mostram-se como um patrimônio cultural imaterial, marcado por histórias de superação, quebra de padrões, projeção turística e valorização da mulher.
Para que essa história seja plenamente preservada, especialistas e entusiastas apontam que seria fundamental a organização de um acervo histórico oficial, reunindo dados, fotos e relatos das edições passadas — tarefa que poderia envolver a Prefeitura, organizadores antigos e a própria comunidade.
Enquanto isso, o que permanece é a certeza de que cada faixa, cada coroa e cada aplauso ajudaram a contar a história de Prudentópolis, revelando que os concursos de Miss sempre foram, acima de tudo, um espelho do tempo, da sociedade e da identidade local.