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30/12/25 - às 14:16
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O abandono de animais segue como um dos principais desafios de bem-estar animal e saúde pública no Brasil, atingindo milhões de cães e gatos em todo o país. A gravidade do cenário é evidenciada por estimativas nacionais que apontam que cerca de 30 milhões de animais vivem em situação de abandono, número que mantém o tema em evidência e fortalece a mobilização do Dezembro Verde, campanha dedicada à conscientização de que abandonar animais é crime e gera consequências legais.
Criado para estimular responsabilidade e mudança de comportamento, o Dezembro Verde busca informar a população sobre as obrigações legais e morais de quem decide ter um animal. Embora o Brasil ainda não possua um censo oficial unificado sobre abandono, estudos amplamente utilizados por entidades de proteção animal traçam um panorama preocupante. Estimativas indicam que o país possui aproximadamente 121 milhões de cães e gatos, sendo cerca de 25% vivendo nas ruas, vítimas de abandono, maus-tratos ou reprodução descontrolada. Apenas uma pequena parcela desses animais está em abrigos, que enfrentam superlotação e falta de recursos.
– População total de cães e gatos: cerca de 121,3 milhões
– Animais em situação de abandono ou vivendo nas ruas: aproximadamente 30,2 milhões
– Cães em abrigos: cerca de 177,6 mil
– Gatos em abrigos: aproximadamente 7,4 mil
– Animais sob tutela de ONGs e protetores: em torno de 201 mil
Esses dados, reunidos a partir de estudos nacionais e internacionais utilizados por organizações de proteção animal, evidenciam que a maioria dos animais abandonados permanece fora de qualquer tipo de assistência formal, ampliando o impacto social do problema.
A legislação brasileira estabelece punições claras para o abandono. A Lei Federal nº 9.605/1998, reforçada pela Lei nº 14.064/2020, enquadra a prática como maus-tratos, com pena de dois a cinco anos de prisão, multa e proibição da guarda do animal. Especialistas destacam que, apesar do avanço legal, ainda é necessário ampliar a conscientização e o estímulo às denúncias para que a lei seja efetivamente cumprida.
Além do sofrimento animal, o abandono gera reflexos diretos na comunidade, como aumento de acidentes, riscos sanitários e sobrecarga de ONGs, protetores independentes e serviços públicos. Dentro do Dezembro Verde, entidades reforçam que o enfrentamento do problema passa por ações contínuas de educação, incentivo à castração e promoção da adoção responsável. A campanha lembra que ter um animal é um compromisso de longo prazo e que a participação ativa da sociedade é fundamental para reduzir os índices de abandono e garantir mais dignidade aos animais.
O aumento dos casos de abandono de animais em Prudentópolis tem preocupado protetores independentes e a Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis (APASFA), ONG que atua diretamente na causa no município. Nos últimos meses, a quantidade de animais resgatados cresceu de forma significativa, provocando superlotação dos espaços de acolhimento e uma demanda que já supera a capacidade de atendimento disponível.
Mesmo diante das dificuldades, protetores e a APASFA seguem recolhendo animais em situação de risco, muitas vezes levando-os para as próprias residências para evitar que permaneçam nas ruas. Os custos desse trabalho são elevados e recaem, em grande parte, sobre recursos próprios dos voluntários, que precisam arcar com alimentação, atendimentos veterinários, medicamentos e cuidados diários. Apesar da sobrecarga financeira e emocional, o trabalho continua, reforçando o alerta do Dezembro Verde para a responsabilidade coletiva, o apoio às iniciativas locais e a adoção consciente como caminhos fundamentais para enfrentar o abandono animal em Prudentópolis.
Fêmea possivelmente abandonada em Prudentópolis-PR
Fontes:
– Instituto MVC – Índice de Abandono de Animais no Brasil
– Instituto Pet Brasil (IPB) – Anuário e relatórios do setor pet
– Lei Federal nº 9.605/1998, atualizada pela Lei nº 14.064/2020 – Lei de Crimes Ambientais e proteção a cães e gatos