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10/12/25 - às 16:25
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O Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrado neste 10 de dezembro, marca o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, documento histórico que estabeleceu princípios fundamentais para garantir dignidade, liberdade e igualdade a todas as pessoas. A data, criada para fortalecer o compromisso global com a proteção da vida humana, ganha ainda mais relevância diante dos conflitos atuais, especialmente a guerra na Ucrânia, que já provocou milhares de mortes, deslocamentos forçados e violações graves de direitos básicos. Em Prudentópolis, município conhecido como Ucrânia Brasileira, o tema se torna ainda mais sensível e simbólico, conectando o cenário internacional à memória e às vivências de famílias que carregam raízes profundas daquele país.
A ONU destaca que os direitos humanos são universais, indivisíveis e inegociáveis, abrangendo desde a liberdade de expressão até o acesso à educação, à saúde, à segurança e à proteção contra discriminações. Em sua mensagem oficial, a organização reforça que a defesa desses princípios depende da ação conjunta de governos, instituições e sociedade civil, sobretudo em tempos de instabilidade global. A continua sendo referência fundamental para legislações, tratados internacionais e políticas públicas ao redor do mundo.
No contexto da guerra na Ucrânia, iniciada em 2022 com a invasão russa, a ONU e outros organismos internacionais vêm registrando um quadro amplo e contínuo de violações graves: bombardeios deliberados contra áreas civis, destruição de hospitais, escolas e da infraestrutura de energia, execuções sumárias, torturas, deportações forçadas e ataques sistemáticos a bairros residenciais. Há inúmeras denúncias de violências físicas e sexuais contra mulheres e crianças ucranianas, relatadas por órgãos da ONU que monitoram o conflito e a violência sexual em contextos de guerra, além de relatos de prisioneiros de guerra submetidos a maus-tratos e tortura. Estimativas indicam que, até 2025, entre 15 mil e cerca de 40 mil civis já podem ter sido mortos em decorrência direta dos ataques, enquanto as autoridades ucranianas investigam mais de 178 mil possíveis crimes de guerra cometidos desde o início da invasão. É um cenário marcado por dor e sofrimento: milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas às pressas, deixando para trás histórias, pertences e memórias, enfrentando jornadas incertas por países estrangeiros, sem saber quando, e se poderão retornar, nem se ainda haverá um lar de pé quando a guerra terminar.
Em Prudentópolis, onde a identidade ucraniana está presente na língua, na fé, na cultura e na tradição familiar, o conflito ganhou forte repercussão e mobilizou a comunidade desde os primeiros dias. Igrejas, associações culturais e grupos comunitários organizaram campanhas de arrecadação, eventos de solidariedade e espaços de oração pelos familiares e pelas cidades afetadas pela guerra. Além das ações de apoio à distância, o município também acolheu, ainda no início da invasão, famílias que deixaram a Ucrânia em busca de proteção temporária, algumas já retornaram ao país de origem, enquanto outras permanecem na cidade, reconstruindo rotinas e vínculos em meio à incerteza sobre o futuro. Muitas famílias prudentopolitanas mantêm contato direto com parentes e amigos que vivem em áreas afetadas pelo conflito e acompanham a situação com preocupação constante, reforçando os laços que unem o município ao país europeu há mais de 130 anos.
A data deste 10 de dezembro, portanto, não apenas convida à reflexão global sobre a importância dos direitos humanos, como também reaproxima Prudentópolis de sua própria história, lembrando o valor da paz, da liberdade e da proteção da vida humana, princípios que moldaram a chegada dos imigrantes e permanecem presentes nas gerações que hoje preservam essa herança.