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04/12/25 - às 11:15
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Uma mulher de Rio Verde (GO), com iniciais N. S. L. S., enfermeira concursada do município, foi resgatada na manhã desta quinta-feira em uma área de mata no Rio da Areia, interior de Prudentópolis, após meses de buscas. Segundo informações repassadas à reportagem pelo cabo Marcos, ela teria saído de Goiás em abril, caminhando, e estava há cerca de 60 dias vivendo em condições precárias na região, debilitada, exposta a mosquitos e dormindo no mato.
As buscas se intensificaram no fim de semana, após novos relatos de onde possivelmente a mulher estaria, o cabo Marcos enfatiza o fato do quão difícil é encontrar alguém que não quer ser localizada. Equipes relataram que o cachorro de faro não conseguia seguir o rastro porque a trilha estava muito contaminada pela circulação de curiosos e voluntários no local. Diante da dificuldade, foi acionado apoio especializado.
Na manhã do resgate, cerca de 10 militares, incluindo militares de folga de Prudentópolis, começaram uma varredura por volta das 7h, utilizando um drone com câmera térmica. Às 9h18, o equipamento detectou a presença da mulher em uma área de difícil acesso, permitindo a aproximação segura da equipe e o atendimento inicial.
Após ser localizada, ela foi retirada da mata e encaminhada ao Hospital Santa Casa de Prudentópolis. Uma ambulância da cidade de Rio Verde, em Goiás, foi acionada e está a caminho para providenciar o transporte de retorno, em articulação com a família e os serviços de saúde.
De acordo com relatos de pessoas próximas, a enfermeira tem histórico de problemas psiquiátricos e estava em tratamento para depressão, utilizando medicação considerada forte. Ainda conforme esses relatos, ela teria decidido fugir justamente para interromper o uso dos remédios. No período em que permaneceu na região, escrevia cartas e as pendurava em cercas próximas ao local onde se abrigava e recebia comida dos moradores. Os relatos são de que o único contato que ela tinha com outras pessoas era através das cartas e que não deixava ninguém chegar próximo a ela.
As equipes que participaram do resgate informaram que, no momento do atendimento, ela se encontrava lúcida, mas ficava visivelmente mais agitada quando o assunto envolvia a família. Amigos relataram que ela interpretava o tratamento recebido como uma tentativa de a prejudicarem, o que pode ter contribuído para o agravamento do quadro e para a decisão de se afastar.
O caso segue acompanhando pela rede de saúde, que deverá avaliar as condições clínicas e psicológicas da paciente e definir os próximos encaminhamentos.
