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07/01/26 - às 15:29
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No interior de Prudentópolis, a plantas medicinais fazem parte do cotidiano das famílias rurais há décadas.
Transmitido especialmente pelos mais velhos, o conhecimento sobre ervas e plantas que crescem espontaneamente no quintal ou na beira do mato é utilizado para aliviar dores, curar pequenas feridas, combater resfriados e até melhorar a digestão. Esse saber, resultado da combinação entre tradição indígena, europeia e africana, segue preservado em muitas propriedades agrícolas da região
1. Babosa (Aloe arborescens)
Planta suculenta muito conhecida no interior, usada para tratar queimaduras, irritações de pele e cicatrizar feridas. O gel extraído das folhas é aplicado diretamente na área afetada.
2. Quebra-pedra (Phyllanthus spp.)
Popular nas áreas rurais, é utilizada em chá para auxiliar na eliminação de cálculos renais e tratamento de pedras nos rins, além de propriedades diuréticas que ajudam na limpeza do trato urinário.
3. Guaco (Mikania glomerata)
Muito comum em quintais, suas folhas são fervidas para fazer chá usado em casos de tosse, bronquite e problemas respiratórios, ajudando a aliviar a congestão.
4. Erva-cidreira (Lippia alba)
Erva aromática usada em infusões para acalmar nervosismo, melhorar a digestão e ajudar no sono. Seu aroma cítrico também alivia dores de estômago e gases.

5. Sálvia (Salvia officinalis)
Empregada em chás para gargarejos em dor de garganta ou inflamações na boca, além de possuir propriedades antioxidantes.

6. Malva (Malva sylvestris)
Utilizada em chás para suavizar irritações gastrointestinais, tosse e problemas respiratórios leves, ajudando a diminuir a inflamação.
7. Pata-de-vaca (Bauhinia forficata)
Muito usada como infusão para auxiliar no controle da glicose no sangue, sendo popular entre famílias com histórico de diabetes, além de propriedades diuréticas.
8. Poejo (Mentha pulegium)
Planta aromática parecida com a hortelã, utilizada para aliviar cólicas, melhorar a digestão e reduzir náuseas por meio de chá feito das folhas.

9. Amora-folha (Morus alba)As folhas são usadas em infusão para problemas respiratórios e como tônico leve para fortalecer o sistema imunológico.

10. Alecrim-pimenta (Lippia origanoides)
Utilizado em chás ou inalações para aliviar sintomas respiratórios e como antiinflamatório natural, ajudando em constipações e bronquites.

11. Estévia (Stevia rebaudiana)
Além de adoçar naturalmente bebidas como chá e chimarrão, suas folhas também são empregadas na medicina tradicional para ajudar na digestão e como tônico geral.
12. Ginseng (uso tradicional adaptado)
Planta com propriedades expectorantes e anti-inflamatórias, usada em infusões para aliviar gripes e fortalecer a resistência do organismo.
13. Pinhão-roxo (Jatropha gossypiifolia)
Apesar de ser usada tradicionalmente como antidiarreico e diurética, requer cuidado devido à sua toxicidade em doses elevadas, sendo indicada apenas sob orientação experiente.
14. Tagetes/Cravo-de-defunto (Tagetes spp.)
Planta com flores vibrantes, usada para chás com propriedades antimicrobianas, antiinflamatórias e digestivas, auxiliando em limpeza do organismo e alívio de dores leves.

Saberes que curam
Para muitas famílias do interior de Prudentópolis, as plantas medicinais são uma “farmácia viva” acessível e natural, especialmente em regiões onde a ida ao posto de saúde pode implicar longas estradas.
O uso desses vegetais ocorre tanto preventivamente quanto para tratar pequenos incômodos do dia a dia, reforçando uma cultura de cuidado com o corpo baseada na observação da natureza e na experiência transmitida pelos mais velhos.
Cuidados ao usar plantas medicinais
Especialistas alertam que, apesar de suas propriedades benéficas, algumas plantas podem causar efeitos adversos se usadas em excesso ou de forma inadequada, como o pinhão-roxo, que contém compostos tóxicos em doses elevadas. Por isso, moradores são incentivados a procurar orientação médica ou de um fitoterapeuta antes de utilizar qualquer planta medicinal como tratamento principal.