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30/01/26 - às 16:29
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Gravado em Prudentópolis, o telefilme Meu Avô Stanislau estreia nesta segunda-feira na Tela Quente e no Cine BBB, levando para milhões de brasileiros uma narrativa que une memória familiar, identidade cultural e pertencimento. A obra é dirigida por Guto Pasko, que escolheu o município por ser sua cidade natal e por representar, de forma autêntica, a cultura ucraniana presente no Paraná.
Segundo o diretor, não é sempre que surge a oportunidade de realizar um telefilme de ficção ambientado em seu próprio município, retratando a história e a cultura local em parceria com uma emissora de alcance nacional como a Globo. A escolha por Prudentópolis permitiu unir dois elementos centrais da obra: o território e o contexto ucraniano, fazendo com que a história se passasse na cidade e dialogasse diretamente com as tradições preservadas pela comunidade.
A trama gira em torno da relação entre avô e neto e da reconstrução de afetos ao longo do tempo. A partir dessa convivência, o filme aborda temas universais como família, memória, envelhecimento e reconexão emocional, ao mesmo tempo em que insere o espectador em um recorte cultural específico, pouco explorado nas grandes produções televisivas.
As gravações ocorreram em diversos pontos do município e em várias comunidades, sempre com locações escolhidas de acordo com as necessidades narrativas da obra. Cada cenário contribui para a construção da história, reforçando o vínculo entre personagens, território e cultura. Para o diretor, mostrar Prudentópolis é também uma forma de valorizar suas raízes e dar visibilidade à cultura ucraniana, que hoje ganha ainda mais relevância diante do contexto de guerra vivido pela Ucrânia.
Guto Pasko ressalta que Meu Avô Stanislau não é um filme feito apenas para a comunidade local ou para descendentes de ucranianos. Trata-se de uma obra que fala do Brasil, mas de um Brasil que muitos ainda não conhecem: o

Brasil eslavo, o Brasil ucraniano. Dentro de um estado marcado pela diversidade étnica como o Paraná, essa pluralidade é vista como uma das maiores riquezas culturais da região.
O telefilme também se destaca pela forte participação da comunidade local. As gravações contaram com a figuração de moradores de Prudentópolis e de cidades da região, reforçando a autenticidade das cenas e a conexão direta entre a obra e o território onde ela foi filmada. Além disso, o filme traz a participação especial do Grupo Folclórico Ucraniano Brasileiro Vesselka, referência na preservação e difusão da cultura ucraniana no município, cuja presença contribui para enriquecer o contexto cultural da narrativa e valorizar tradições mantidas ao longo de gerações.
O principal objetivo do telefilme é apresentar esse outro Brasil ao grande público, despertando o interesse por histórias, culturas e realidades que raramente ocupam espaço na televisão aberta. Com a exibição em rede nacional, a expectativa do diretor é que o público descubra esse universo e passe a olhar com mais atenção tanto para a diversidade cultural brasileira quanto para a situação da Ucrânia.
A estreia na Tela Quente marca não apenas um momento importante para a carreira do cineasta, mas também para Prudentópolis, que passa a integrar o imaginário audiovisual nacional como cenário e protagonista de uma história profundamente humana.

Fotos: Reprodução Instagram Guto Pasko