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11/12/25 - às 09:34
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A escala 6×1, em que o trabalhador cumpre seis dias de serviço para apenas um de descanso, pode estar com os dias contados em todo o Brasil – e isso inclui diretamente os trabalhadores de Prudentópolis. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada máxima para 36 horas semanais e garante dois dias de repouso remunerado, preferencialmente aos sábados e domingos. O texto ainda precisa ser aprovado pelo plenário do Senado e depois pela Câmara dos Deputados para virar lei.
A PEC, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) e relatada por Rogério Carvalho (PT-SE), mantém o limite de oito horas diárias, mas altera a carga horária semanal e o modelo de descanso. A ideia é que o trabalho seja distribuído em até cinco dias na semana, com dois dias seguidos de folga, o que na prática encerraria a escala 6×1 hoje muito comum em comércios, indústrias, postos de combustíveis, mercados e serviços em geral – inclusive em Prudentópolis.
Para as empresas se adaptarem, o texto prevê uma transição gradual:
no ano em que a emenda for aprovada, permanece o limite atual de 44 horas semanais;
a partir de 1º de janeiro do ano seguinte, a carga horária cai para 40 horas semanais, já com dois dias de descanso;
a partir do segundo ano, a jornada é reduzida uma hora por ano, até chegar às 36 horas semanais, mantendo sempre dois dias remunerados de repouso.
Se a PEC for aprovada, por exemplo, em 2025, em 2026 o limite passaria a ser de 40 horas semanais, em 2027 de 39 horas, e assim sucessivamente até alcançar 36 horas em 2030. Durante todo esse período, acordos e convenções coletivas poderão ajustar compensações de horário, desde que respeitem o teto diário de oito horas.
Para Prudentópolis, a mudança impactaria diretamente trabalhadores do comércio, indústrias, supermercados, postos, serviços de atendimento ao público e empresas que hoje adotam escala 6×1, abrindo espaço para mais tempo de convivência familiar, descanso e lazer. Por outro lado, empresas locais teriam de reorganizar escalas, possivelmente contratar mais funcionários ou rever modelos de funcionamento para cumprir a nova legislação, caso seja aprovada.
Enquanto o texto ainda tramita em Brasília, o debate já chega à realidade prudentopolitana: sindicatos, empregadores e trabalhadores acompanham o andamento da PEC, que pode significar uma mudança histórica na jornada de trabalho e no equilíbrio entre vida profissional e pessoal também em Prudentópolis.
Vídeo; Câmara dos deputados