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24/02/26 - às 08:53
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Nesta segunda-feira, 24 de fevereiro de 2026, a guerra entre Rússia e Ucrânia completa quatro anos desde o início da invasão em larga escala do território ucraniano, marcando um dos conflitos mais prolongados e devastadores da Europa no século XXI. Ao longo desse período, cidades foram destruídas, milhões de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e o cenário internacional passou por profundas transformações políticas, econômicas e humanitárias, enquanto o fim da guerra ainda permanece incerto.
O conflito teve início em 24 de fevereiro de 2022, quando tropas russas avançaram sobre diversas regiões da Ucrânia, ampliando tensões que já existiam desde 2014, após a anexação da Crimeia. Desde então, o território ucraniano se tornou palco constante de combates, ataques com mísseis e disputas estratégicas por regiões consideradas fundamentais, especialmente no leste e sul do país.
Durante o primeiro ano da guerra, o mundo acompanhou imagens que rapidamente ganharam repercussão global: cidades inteiras destruídas, famílias separadas e uma intensa crise humanitária. Milhões de ucranianos buscaram refúgio em países europeus, configurando uma das maiores ondas migratórias desde a Segunda Guerra Mundial. A resistência ucraniana, apoiada por ajuda militar e financeira de países aliados, impediu avanços rápidos das forças russas, transformando o conflito em uma guerra prolongada.
Nos anos seguintes, o cenário passou a ser marcado por ofensivas e contraofensivas, com ganhos territoriais alternados e altos custos humanos. Infraestruturas essenciais, como hospitais, escolas e sistemas de energia, foram atingidas repetidamente, impactando diretamente a população civil, principalmente durante os rigorosos invernos europeus.
Mesmo a milhares de quilômetros de distância do território ucraniano, a guerra é sentida de forma muito próxima pela comunidade ucraniana no Brasil. Em municípios com forte herança cultural, religiosa e histórica, especialmente em Prudentópolis, o conflito ultrapassa fronteiras geográficas e se torna uma dor compartilhada por famílias que mantêm vínculos afetivos, culturais e espirituais com a Ucrânia, acompanhando diariamente os desdobramentos da guerra.
Em Prudentópolis, município reconhecido pela forte presença da cultura ucraniana, a data também foi marcada por um momento de fé e homenagem. No último dia 22 de fevereiro, após a liturgia presidida pelo Arcebispo Maior da Ucrânia, Dom Sviatoslav Shevchuk, fiéis entoaram o canto Boje Velekei e seguiram em procissão até a Praça da Ucrânia. No local, a comunidade cantou o hino ucraniano e depositou flores em frente ao monumento de Taras Shevchenko, em memória aos quatro anos de guerra e às milhares de vidas perdidas desde o início do conflito.
Quatro anos depois, a guerra continua sendo motivo de preocupação global. Apesar das diversas tentativas diplomáticas e iniciativas internacionais voltadas à construção de um acordo, as negociações de paz seguem sem avanços concretos, diante da resistência da Rússia em aceitar condições que levem a um cessar-fogo duradouro. Enquanto isso, soldados e civis continuam enfrentando diariamente os impactos de um conflito que já marcou e transformou gerações inteiras.
Quatro anos após o início da invasão, o cenário ainda é de incerteza, sofrimento e resistência. A data reforça não apenas a memória das vítimas, mas também o apelo internacional por paz, reconstrução e esperança para milhões de pessoas que seguem vivendo as consequências diretas da guerra.