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08/09/25 - às 12:43
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Em meio às paisagens do interior paranaense, ergue-se uma das mais belas expressões da arquitetura sacra no Brasil: a Igreja de São Josafat, construída entre os anos de 1922 e 1932 em estilo bizantino-ucraniano. Com seus 38 metros de comprimento, 28 de largura e 30 de altura, o templo não é apenas um marco religioso, mas também um patrimônio cultural tombado pela Secretaria de Cultura do Estado desde 1979.
O prédio, todo construído em alvenaria, chama atenção por suas imponentes torres e abóbadas, típicas do estilo bizantino. A beleza externa, no entanto, é apenas o início da experiência que o visitante encontra ao adentrar a igreja.
O interior da Igreja de São Josafat é considerado um dos mais ricos e originais entre os templos cristãos no Brasil. Com ornamentação detalhada e pinturas que impressionam pela vivacidade, a igreja se destaca especialmente por um elemento singular: o Ikonostás, uma parede artística que separa o Santuário da nave dos fiéis.
Este conjunto de ícones sagrados conta, por meio da arte, a história da salvação cristã.
A estrutura apresenta três portas: a central, usada apenas pelo celebrante, e as duas laterais denominadas portas dos diáconos, onde abriga imagens de Cristo Redentor, Virgem Maria, São João Batista, São Nicolau, além de 12 apóstolos, 12 profetas e os 12 dias santificados mais importantes do ano.
Seguindo a tradição bizantino-ucraniana, o templo é dividido em três partes principais:
Vestíbulo – é a parte da entrada pela porta principal.
Nos primeiros séculos do cristianismo, o Vestíbulo era reservado às pessoas que estavam se preparando para o batismo.
Nave dos fiéis – no centro da Nave está o “tetrapod” (mesa quadrada), onde são ministrados os sacramentos: do batismo, crisma, casamentos; são celebradas parastássys, panachydas (orações fúnebres) e outras sagrações e bênçãos. Nas laterais há dois altares: do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora, e ao lado do “ikonostás” o púlpito em forma de barca.
Santuário ) é a principal divisão da Igreja.
No centro deste temos o altar-mor com baldaquino, onde é celebrada a Santa Missa, e onde se encontra o Tabernáculo (tendo o formato de uma miniatura da Igreja), Evangelho, crucifixo e castiçais. O Santuário é separado da nave dos fiéis pelo Ikonostás.
O ikonostás tem três portas. Pela porta central só é permitida a entrada ao celebrante, durante as celebrações. As portas laterais são denominadas portas dos diáconos. Entre elas situam-se as imagens (ícones) de Cristo Redentor, da Virgem Maria Mãe de Deus, São João Batista e São Nicolau.
Acima das três portas do Ikonostás há três filas de imagens, que representam os 12 dias santificados mais importantes do ano, 12 apóstolos e 12 profetas. No alto do Ikonostás está a imagem de Cristo Redentor.
Junto ao Santuário existem duas sacristias laterais.
Nos arredores da igreja, o visitante ainda encontra um campanário com seis sinos, uma estátua de Cristo-Rei e uma gruta com a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, incrustada na parede principal, espaços que completam o ambiente de espiritualidade e contemplação.
Em 2023, a Igreja Matriz de São Josafat, em Prudentópolis (PR), ganhou um novo símbolo de fé e identidade: a estátua de São Josafat Kuntsevych, considerada a única no mundo em tamanho real dedicada ao santo. A escultura reforça o papel da igreja como um dos mais importantes marcos da cultura e espiritualidade ucraniana no Brasil.
São Josafat, bispo e mártir da Igreja Greco-Católica Ucraniana, é uma figura central na tradição religiosa do rito bizantino. A presença de sua imagem em escala real em Prudentópolis, cidade reconhecida por abrigar uma das maiores comunidades ucranianas fora da Ucrânia destaca a profunda ligação entre fé, história e identidade cultural do povo prudentopolitano.