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17/01/26 - às 10:57
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Prudentópolis e a Agricultura: Um Panorama Atualizado (2020–2025)
Prudentópolis, localizada no centro-sul do Paraná, tem uma forte tradição agrícola: mais da metade da população vive no meio rural e grande parte dessa população trabalha diretamente com a agricultura familiar e produtos agropecuários. Isso significa que as decisões de cultivo impactam diretamente a vida das famílias e a economia local.
Historicamente, os agricultores de Prudentópolis plantam:
Feijão preto — o município é famoso nacionalmente por ser um dos maiores produtores dessa cultura, especialmente na agricultura familiar da região.
Soja e milho — são commodities importantes no município e no estado do Paraná, cultivadas em áreas maiores, principalmente por produtores com maior escala.
Fumo e outras culturas menores, como trigo ou hortaliças.
Essas culturas costumam ser plantadas há décadas e são a base da renda agrícola local — ou seja, desde 2020 muitos agricultores continuavam com cada uma delas, porque ainda são economicamente relevantes e adaptadas ao clima e solos da região.
Diversificação com frutas
Nos últimos anos, os produtores rurais de Prudentópolis começaram a diversificar suas produções para obter mais renda, principalmente nas culturas que trazem mais valor agregado:
Maracujá — especialmente em pequenas propriedades, essa cultura ganhou força porque adapta-se bem ao clima de partes do município e tem um bom retorno financeiro para agricultura familiar. A produção tem crescido ano a ano e algumas famílias já dependem mais dela do que de culturas tradicionais.
Amoras (blackberry) — Prudentópolis se tornou destaque no Paraná, liderando a produção estadual em 2024. A área e a produção dessa fruta aumentaram na última década, mostrando que os agricultores estão plantando mais desse tipo de cultura de frutas especiais.
Essas mudanças ocorrem porque alguns produtos tradicionais, como feijão, têm preço relativamente baixo por saca, o que pode diminuir a margem de lucro para o agricultor. A aposta em frutas de valor agregado é uma forma de diversificar a renda da propriedade.
Commodities tradicionais (soja, milho e feijão)
No Brasil, os preços agrícolas sofreram muita variação entre 2020 e 2025:
Após picos nos preços de soja e milho entre 2021 e 2024, especialmente por fatores como exportação forte e crises globais, o mercado passou por pressões de oferta crescente e queda nas margens para produtores em 2025. Isso faz com que, apesar da produção alta, o preço pago ao agricultor seja mais apertado.
Milho e soja têm enfrentado volatilidade e pressão para baixo em algumas fases, principalmente quando safra muito grande aumenta a oferta e empurra o preço para baixo.
Em 2025, houve momentos de preços firmes para o feijão, com algumas regiões registrando valores altos por saca, mas com variação por praça de comercialização.
Em muitos casos, o mercado global como a Bolsa de Chicago e as negociações internacionais influencia diretamente o preço que os agricultores recebem no Brasil.
Em resumo
O que isso significa na prática para o produtor rural de Prudentópolis é:
Soja e milho seguem como grandes culturas, mas não garantem margens extraordinárias se houver grandes safras e preços baixos por saca.
Feijão ainda é importante regionalmente, mas deve ser complementado por outras fontes de renda.
Culturas especiais como frutas (maracujá e amora) têm crescido porque podem oferecer preço melhor em mercados específicos e agregar valor à produção.