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19/01/26 - às 14:34
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A agricultura de Prudentópolis vive um período de transformações importantes, marcado pela reorganização dos plantios, pela diversificação de culturas e pela revisão de práticas tradicionais no campo. Conhecido historicamente pela força da agricultura familiar e pelo destaque nacional na fumicultura, o município passa a lidar com um novo cenário, influenciado por fatores climáticos, econômicos e sociais que exigem adaptação constante dos produtores rurais.
Entre os principais fatores que impulsionam essas mudanças está o comportamento do clima. Verões com chuvas intensas, temporais frequentes e alta umidade, alternados com períodos de estiagem, têm impactado diretamente o rendimento das lavouras. Culturas mais sensíveis ao excesso de água ou às variações bruscas de temperatura passaram a exigir maior atenção técnica, elevando custos e riscos.
Diante desse cenário, muitos agricultores têm ajustado o calendário de plantio, investido em drenagem, manejo do solo e, em alguns casos, optado pela substituição de culturas mais vulneráveis às instabilidades climáticas.

A fumicultura continua sendo uma das principais atividades agrícolas de Prudentópolis, garantindo renda a milhares de famílias e movimentando a economia local. No entanto, observa-se uma redução gradual de áreas exclusivamente dedicadas ao fumo, especialmente entre produtores que buscam reduzir a dependência de uma única cultura.
O alto custo de produção, a exigência de mão de obra intensa e os riscos climáticos têm levado parte dos agricultores a dividir a propriedade entre o fumo e outras atividades, estratégia que contribui para diminuir riscos financeiros e assegurar maior estabilidade ao longo do ano.

Nos últimos anos, cresce o interesse por culturas alternativas e complementares, como milho, feijão, soja em pequena escala, hortaliças, batata, frutas, erva-mate e pastagens voltadas à pecuária leiteira. A diversificação permite melhor aproveitamento da terra, geração de renda em diferentes períodos e maior resistência às oscilações do mercado.
Em diversas comunidades rurais, também avança a produção de alimentos voltados ao consumo local e regional, fortalecendo feiras, mercados e programas institucionais, além de incentivar a permanência das famílias no campo.

Outro fator determinante para as mudanças nos plantios é o aumento dos custos de produção. Insumos agrícolas, fertilizantes, defensivos, combustível e energia elétrica impactam diretamente a rentabilidade das lavouras. Como resposta, produtores têm buscado manejo mais eficiente, uso racional de insumos e adoção de tecnologias que reduzam perdas e aumentem a produtividade.
Nesse processo, o acesso à assistência técnica tem sido essencial, orientando os agricultores sobre práticas mais sustentáveis, econômicas e adequadas à realidade local.

As transformações também estão ligadas à preocupação com a sustentabilidade ambiental e com a sucessão no campo. Produtores mais jovens demonstram interesse por atividades que conciliem renda, qualidade de vida e menor impacto ambiental, como sistemas integrados de produção e práticas de conservação do solo e da água.
Além disso, culturas menos dependentes de mão de obra intensa surgem como alternativa para famílias que enfrentam dificuldades para manter grandes equipes de trabalho, realidade cada vez mais comum no meio rural.
As mudanças nos plantios em Prudentópolis não representam o abandono da tradição agrícola, mas sim uma adaptação necessária à nova realidade do campo. A combinação entre conhecimento acumulado, experiência prática e abertura para novas alternativas tem permitido que o município siga forte na produção rural.
Em meio às incertezas climáticas e econômicas, a capacidade de adaptação dos agricultores prudentopolitanos se mostra fundamental para garantir segurança alimentar, geração de renda e desenvolvimento sustentável, mantendo o campo ativo e produtivo para as próximas gerações.