Não perca nenhum LANCE!
Faça parte da nossa comunidade! E receba antes o que é notícia em promeira mão.
Desde 2015, informamos com imparcialidade, lutamos contra a desinformação e fortalecemos a comunidade. Nosso lance é você!
Confira os portais que fazem parte do Lance Notícias:
02/12/25 - às 14:49
Compartilhe:
A violência doméstica tem se consolidado como um dos crimes mais graves e desafiadores para a sociedade brasileira, e Prudentópolis não está fora dessa realidade. Somente no último ano, foram 251 inquéritos policiais instaurados relacionados à violência doméstica e familiar, além de 161 procedimentos de Medidas Protetivas de Urgência processados para tentar garantir segurança imediata às vítimas.
Os números, fornecidos pela Delegacia de Polícia Civil, refletem não apenas a quantidade de ocorrências, mas a gravidade das situações enfrentadas dentro de casa, ambiente que deveria ser de proteção. As medidas protetivas, como afastamento do agressor, proibição de contato e outras restrições são acionadas quando há risco concreto à integridade física, psicológica ou até à vida da mulher, o que demonstra o nível de ameaça presente em muitos desses casos.
Especialistas apontam que o aumento dos registros tem duas faces: por um lado, indica o crescimento da violência ou sua maior exposição e por outro, mostra que mais mulheres estão buscando ajuda, seja através da polícia, da rede de apoio ou do sistema de Justiça. Ainda assim, a subnotificação continua sendo uma preocupação, já que muitas vítimas permanecem em silêncio por medo, dependência econômica, laços familiares ou falta de informação sobre os seus direitos.
Em Prudentópolis, os dados reforçam a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas à prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores, com atuação conjunta de polícia, Ministério Público, Judiciário, assistência social e rede de saúde. O cenário evidencia que a violência doméstica não é um conflito “privado”, mas um problema de segurança pública e de direitos humanos, que exige atenção contínua do poder público e da sociedade para proteger mulheres e romper o ciclo de agressões.