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21/01/26 - às 10:32
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O canil do abrigo da Apasfa enfrenta um surto de cinomose, uma das doenças virais mais graves que acometem cães. Diante do risco elevado de contágio, os animais foram colocados em quarentena, e o abrigo está temporariamente fechado para visitas, como medida essencial para proteger os cães e evitar a disseminação do vírus.
A cinomose canina é causada por um vírus altamente contagioso, transmitido principalmente pelo contato direto com secreções respiratórias, urina, fezes e objetos contaminados (comedouros, bebedouros, roupas e calçados). Filhotes, cães não vacinados ou com imunidade baixa são os mais vulneráveis, mas qualquer cão pode ser infectado.
A doença pode se manifestar de forma sistêmica, atingindo diversos órgãos. Entre os principais sinais estão:
Febre, apatia e perda de apetite
Secreção nasal e ocular, tosse e dificuldade respiratória
Vômitos e diarreia
Espessamento das almofadas das patas (“calosidade”)
Sintomas neurológicos, como tremores, convulsões, falta de coordenação e paralisias
Nos casos mais graves, a cinomose pode deixar sequelas permanentes ou levar o animal a óbito, especialmente quando há comprometimento neurológico.
Durante um surto, a quarentena é indispensável. O isolamento impede que o vírus circule entre cães sadios e reduz drasticamente a chance de transmissão indireta por pessoas, roupas ou objetos. Por isso, a Apasfa suspendeu o acesso ao canil até que o cenário esteja controlado e seguro.
Tratamento e possibilidades de recuperação
Não existe um medicamento específico que elimine o vírus da cinomose. O tratamento é de suporte, focado em fortalecer o organismo do animal e controlar os sintomas, com:
Hidratação e suporte nutricional
Antitérmicos, antieméticos e antibióticos (para infecções secundárias)
Medicamentos para controle de convulsões e dor, quando necessário
Acompanhamento veterinário contínuo
A recuperação depende do estágio da doença, da resposta individual do animal e da rapidez no início dos cuidados. Muitos cães conseguem se recuperar, sobretudo quando o diagnóstico é precoce e o suporte é adequado.
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a cinomose. Manter o esquema vacinal em dia, evitar contato com animais doentes e adotar medidas de biossegurança são atitudes fundamentais para impedir novos surtos.
A Apasfa reforça que o momento exige responsabilidade coletiva. Embora as visitas estejam suspensas, a entidade segue trabalhando intensamente no cuidado dos animais em quarentena e pede compreensão da comunidade. Apoio por meio de doações, divulgação responsável e respeito às orientações sanitárias são essenciais para superar o surto e garantir a saúde dos cães acolhidos.