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03/09/26 - às 14:01
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A história do Brasil e os patriotas que ajudaram a construir Prudentópolis
A Semana da Pátria, celebrada tradicionalmente entre os dias 1º e 7 de setembro, tem como principal referência a Independência do Brasil, proclamada em 7 de setembro de 1822. A data foi oficialmente instituída como o “Dia da Pátria” por decreto de 1934 e permanece como um dos principais marcos do calendário cívico brasileiro.
Mais do que uma semana de homenagens à bandeira e aos símbolos nacionais, o período é uma oportunidade para revisitar a história do país e refletir sobre o significado de cidadania, liberdade, participação e responsabilidade coletiva. As comemorações ganharam, ao longo das décadas, espaço especialmente nas escolas, instituições públicas e comunidades, com atos cívicos, apresentações e desfiles.

O 7 de Setembro marca a separação política entre Brasil e Portugal, em 1822. O processo, no entanto, não se resume ao episódio tradicionalmente associado às margens do riacho Ipiranga. A Independência foi resultado de uma série de acontecimentos políticos e sociais, envolvendo disputas entre Portugal e os grupos que defendiam maior autonomia para o Brasil.
Com o passar dos anos, a data se consolidou como um símbolo nacional. Em 1934, um decreto instituiu oficialmente o 7 de Setembro como Dia da Pátria.
A própria tradição da Semana da Pátria foi sendo fortalecida por cerimônias cívicas realizadas nos dias que antecedem a data. Entre seus símbolos está o Fogo Simbólico da Pátria, tradição iniciada na década de 1930 e incorporada às celebrações como representação da união e da preservação da memória nacional.
Em 2026, a Independência do Brasil completa 204 anos, e as celebrações voltam a colocar em destaque a importância da história nacional e do papel da população na construção do presente e do futuro do país.
Em Prudentópolis, falar sobre patriotismo também significa olhar para a própria história do município. A cidade que existe hoje foi construída a partir do trabalho, da coragem e da persistência de diferentes gerações.
Antes da criação oficial do município, a região começou a ganhar novos contornos com a chegada de pessoas que ajudaram a estabelecer os primeiros núcleos de povoamento. Um dos nomes ligados a esse processo é Firmo
Mendes de Queiroz, que se estabeleceu na região em 1883 e teve participação importante na formação da localidade, doando terras e contribuindo para a estrutura inicial do povoado.
A colonização organizada teve início em 1896, com a chegada de imigrantes de diferentes origens, especialmente ucranianos e poloneses, além de alemães, italianos e outros grupos. Eles se estabeleceram nas linhas coloniais e enfrentaram as dificuldades de uma região que ainda estava em processo de desenvolvimento.
Foi a partir do trabalho dessas famílias na agricultura, da construção de casas, igrejas, escolas, estradas e comunidades que Prudentópolis começou a formar a identidade que preserva até hoje.
Em 1906, Prudentópolis conquistou sua emancipação e deixou de pertencer administrativamente a Guarapuava. O município recebeu esse nome em homenagem ao então presidente Prudente de Morais.
Outro nome importante da história prudentopolitana é o de Coronel José Durski, escolhido como primeiro prefeito do município em 1906 e reeleito em 1912. Segundo o registro histórico do município, durante sua gestão foram realizadas obras importantes para uma cidade que ainda dava seus primeiros passos, entre elas a instalação da primeira usina hidrelétrica e iniciativas voltadas à urbanização.
A trajetória de pessoas como Firmo Mendes de Queiroz, José Durski e das milhares de famílias que chegaram ao município ajuda a mostrar que a construção de uma cidade não depende apenas de grandes acontecimentos. Ela acontece diariamente, por meio do trabalho e da dedicação de pessoas que acreditam no lugar onde vivem.
O patriotismo de Prudentópolis também está representado na história dos ex-combatentes prudentopolitanos que integraram a Força Expedicionária Brasileira, a FEB, durante a Segunda Guerra Mundial.
Prudentopolitanos estiveram entre os brasileiros enviados para lutar na campanha da Itália, a partir de 1944. A participação desses combatentes é lembrada no município por meio de um monumento em homenagem aos ex-combatentes da FEB, inaugurado em 2022.
A homenagem preserva a memória de cidadãos de Prudentópolis que deixaram suas famílias e sua cidade para integrar um dos episódios mais importantes da história militar brasileira.
A Semana da Pátria também convida a uma reflexão que vai além das cerimônias e dos símbolos nacionais. Patriotismo pode ser reconhecido na valorização da história, no respeito à comunidade e no compromisso de contribuir para melhorar o lugar onde se vive.
Em Prudentópolis, essa construção pode ser encontrada no agricultor que mantém a produção no campo, no professor que ajuda a formar novas gerações, nos profissionais da saúde e da segurança, nos trabalhadores que movimentam a economia e nas famílias que preservam tradições culturais trazidas por seus antepassados.
Em 2026, ano em que Prudentópolis celebra 120 anos de emancipação política, a Semana da Pátria ganha ainda mais significado. Ao lembrar os 204 anos da Independência do Brasil, o município também tem a oportunidade de olhar para a sua própria trajetória e reconhecer aqueles que, em diferentes épocas, ajudaram a transformar uma pequena colônia em uma cidade marcada pela diversidade cultural, pelo trabalho e pela preservação de suas raízes.
A história da Pátria é feita de grandes acontecimentos, mas também das histórias locais. E, em Prudentópolis, ela passa pelos pioneiros, pelos imigrantes, pelos administradores dos primeiros anos, pelos ex-combatentes e por cada geração que continua ajudando a escrever os próximos capítulos da cidade.
