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28/08/26 - às 09:00
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Nesta sexta-feira, 28 de agosto de 2026, Prudentópolis volta a reviver um dos crimes que mais causaram comoção no município. Os acusados pelo assassinato de Danilo dos Santos, de 29 anos, e Daniele Kaminski, de 28, devem ser submetidos ao julgamento pelo Tribunal do Júri, no Fórum da Comarca. O casal foi morto a tiros em frente à casa onde morava, na comunidade de Papanduva de Baixo, no interior do município, no dia 18 de junho de 2023, próximo das 19 horas. Mais de três anos depois, o caso chega ao momento em que os jurados ouvirão as versões apresentadas pela acusação e pela defesa antes de decidir sobre a responsabilidade dos réus.
A data de 28 de agosto também ganhou um significado especial para familiares e pessoas próximas às vítimas. Em uma mensagem divulgada nas redes sociais, a família fez um apelo para que o caso não seja esquecido e pediu que a população acompanhe e compartilhe informações sobre o julgamento. 
“Nossos corações estão partidos. A dor que nossas famílias carregam não passa, e a saudade só aumenta. Nada trará Danilo e Daniele de volta, mas a justiça pode honrar suas memórias”, diz a mensagem compartilhada pela família.
Era domingo, 18 de junho de 2023, quando Danilo e Daniele foram mortos a tiros em frente à própria residência, na localidade de Papanduva de Baixo.
Informações divulgadas na época indicaram que um veículo de cor clara teria parado nas proximidades da casa, pouco antes das 19 horas. O casal foi atingido por disparos de arma de fogo e encontrado já sem vida.
A violência daquela noite deixou uma marca ainda mais profunda porque crianças da família estavam nas proximidades da residência. Um menino de 10 anos, segundo informações divulgadas à época, teria presenciado parte da ação. Dentro da casa também estava o bebê do casal, que tinha cerca de quatro meses e não ficou ferido.
Danilo e Daniele deixaram filhos e uma família que, desde então, carrega a ausência dos dois.
As investigações da Polícia Civil apontaram que o caso teria começado após um desentendimento envolvendo Danilo e um dos participantes de uma romaria de cavaleiros que ocorria na região.
De acordo com as informações divulgadas durante a investigação, os espelhos retrovisores do veículo utilizado por Danilo teriam sido danificados, e ele teria ido tirar satisfação sobre o ocorrido. A partir desse desentendimento, segundo a linha investigativa apresentada pela polícia, surgiu o conflito que antecedeu o duplo homicídio.
A Polícia Civil também informou que imagens de câmeras de segurança auxiliaram os trabalhos e mostraram o deslocamento de um veículo em direção à residência das vítimas. Segundo as informações divulgadas na época, uma VW Parati prata teria sido utilizada pelos suspeitos.
A arma ou as armas utilizadas no crime não haviam sido localizadas durante a operação que resultou nas prisões.
A investigação avançou nas semanas seguintes ao crime. Na manhã de terça-feira, 25 de julho de 2023, a Polícia Civil do Paraná deflagrou uma operação em Prudentópolis e prendeu preventivamente quatro homens suspeitos de envolvimento no duplo homicídio.
A ação começou por volta das 6 horas e contou com a participação de 23 policiais, além do apoio aéreo do Grupamento de Operações Aéreas. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça da Comarca de Prudentópolis.
Na operação, aparelhos celulares foram apreendidos e os investigados foram encaminhados ao sistema penitenciário. A própria Polícia Civil informou oficialmente que quatro homens foram presos preventivamente no dia 25 de julho de 2023.

Nesta sexta-feira, o julgamento entra em uma etapa decisiva.
No Tribunal do Júri, os acusados são julgados por um Conselho de Sentença formado por sete cidadãos escolhidos por sorteio. São esses jurados que respondem aos quesitos apresentados durante o julgamento e decidem, de acordo com as provas e os argumentos apresentados em plenário, sobre a responsabilidade dos réus. O Tribunal do Júri é competente para julgar crimes dolosos contra a vida, como os homicídios.
Durante a sessão, o juiz de Direito preside os trabalhos, garante o cumprimento das regras do processo e conduz as diferentes etapas do julgamento. Testemunhas podem ser ouvidas, os acusados podem ser interrogados e o Ministério Público e as defesas apresentam seus argumentos perante os jurados. Ao final, após a votação, cabe ao juiz-presidente proferir a sentença de acordo com a decisão tomada pelo Conselho de Sentença e, em caso de condenação, aplicar a pena conforme a legislação.
Entre a noite de 18 de junho de 2023 e esta sexta-feira, 28 de agosto de 2026, passaram-se mais de três anos.
Para a Justiça, o julgamento representa uma etapa processual. Para os familiares, porém, o dia tem um peso que vai além dos autos e das formalidades do tribunal. 
São mais de três anos sem Danilo.
Mais de três anos sem Daniele.
Mais de três anos desde a noite em que uma família perdeu duas pessoas e crianças ficaram sem a presença diária dos pais.
A mensagem divulgada pela família resume o sentimento que antecede o julgamento: a saudade não desaparece com o tempo e nenhuma decisão judicial será capaz de trazer as vítimas de volta. Mas a expectativa é de que o processo, agora diante do Tribunal do Júri, possa oferecer uma resposta da Justiça para um crime que marcou profundamente Prudentópolis.
Nesta sexta-feira, enquanto acusação e defesa apresentarem suas versões, sete jurados terão diante de si a responsabilidade de analisar as provas do caso. Sob a condução do juiz de Direito, a sessão poderá definir um dos capítulos mais importantes de uma história que começou, tragicamente, naquela noite de junho de 2023.
Para os familiares de Danilo e Daniele, o pedido que antecede o julgamento é direto: que eles não sejam esquecidos.
