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26/10/26 - às 11:35
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A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República provocou uma reação negativa inicial nos mercados financeiros internacionais. Na noite de domingo (25) e na manhã desta segunda-feira (26), o dólar futuro avançou mais de 10% em relação ao real, enquanto fundos e ações brasileiras negociados no exterior sofreram quedas expressivas. Os investidores agora acompanham os próximos sinais da política econômica do governo para avaliar os efeitos sobre o câmbio, a Bolsa e os juros.
Na noite de domingo, contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago indicaram alta de 10,06% para o dólar, que passou de R$ 5,0088 para o equivalente a R$ 5,5127. Já na manhã desta segunda-feira, o valor chegou a aproximadamente R$ 5,58, segundo informações publicadas pelo UOL Economia.
É importante destacar que esses valores correspondem a negociações no mercado internacional e não representam a cotação oficial do dólar comercial no Brasil. A variação indica uma desvalorização do real nos contratos futuros, em meio à revisão das expectativas dos investidores após o resultado eleitoral.
A reação também atingiu fundos que acompanham o mercado acionário brasileiro e são negociados no exterior.
Na Bolsa de Tóquio, o NEXT FUNDS Ibovespa Linked ETF recuou 11,59% na noite de domingo, chegando a 289,1 ienes, ante o fechamento anterior de 327 ienes.
Na manhã desta segunda-feira, outro indicador, o ETF EWZ, negociado nos Estados Unidos e que acompanha ações brasileiras, chegou a registrar queda de 26,74% na pré-abertura de Wall Street, conforme o UOL Economia.
Entre os papéis de empresas brasileiras negociados nos Estados Unidos, as perdas também foram expressivas. Por volta das 7h22, o Bradesco recuava 28,75%, o Itaú Unibanco caía 27,1% e a Petrobras registrava baixa de 23,17%. A Braskem apresentava queda de 31,76%.
Esses percentuais se referem às negociações no exterior e à pré-abertura do mercado norte-americano. Portanto, não devem ser apresentados como o resultado oficial do pregão da Bolsa brasileira, a B3.
Parte dos investidores esperava uma mudança de governo e uma agenda econômica mais liberal. Com a confirmação da vitória de Lula, o mercado passou a reavaliar suas posições, em um movimento que pode ampliar a volatilidade dos ativos financeiros.
Entre os pontos observados estão as perspectivas para as contas públicas, o controle das despesas do governo, a inflação e os próximos passos da política econômica. Segundo análises citadas pelo UOL, as decisões e os sinais da equipe econômica para 2027 serão importantes para determinar o comportamento dos investimentos.
Apesar da reação inicial, as oscilações registradas no exterior não determinam, por si só, o desempenho da Bolsa brasileira ao longo do dia. O comportamento dos ativos pode mudar conforme os negócios avançam e novas informações chegam ao mercado.
Uma valorização persistente do dólar pode encarecer produtos importados, equipamentos, componentes industriais e insumos utilizados em diferentes setores da economia. Os efeitos sobre combustíveis, alimentos e outros produtos dependem também dos preços internacionais, dos custos de produção e das condições do mercado interno.
A pressão sobre o câmbio e as expectativas de inflação também pode dificultar a redução dos juros. Caso as taxas permaneçam elevadas por mais tempo, empréstimos, financiamentos e outras modalidades de crédito podem continuar caros para famílias e empresas.
Por enquanto, os números observados no exterior representam uma reação inicial à eleição. Os efeitos sobre a economia brasileira dependerão da continuidade desses movimentos, das condições internacionais e das decisões econômicas adotadas pelo governo.
Fontes consultadas:
Reuters via UOL — Investidores esperam queda das ações brasileiras e do real após reeleição de Lula. Publicado em 26/10/2026. https://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2026/10/26/investidores-esperam-queda-das-acoes-brasileiras-e-do-real-apos-reeleicao-de-lula.amp.htm
