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19/08/26 - às 14:37
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O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Laranja, período dedicado à conscientização sobre a esclerose múltipla (EM). A iniciativa busca ampliar o conhecimento da população sobre a doença, incentivar a identificação de possíveis sinais e reforçar a importância do diagnóstico e do acompanhamento médico. A campanha também contribui para combater informações equivocadas e o preconceito enfrentado por pessoas que convivem com a condição.
A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica que afeta o sistema nervoso central, formado pelo cérebro e pela medula espinhal. Ela ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar a mielina, estrutura que protege as fibras nervosas e ajuda na transmissão dos impulsos entre o cérebro e o restante do organismo.
Quando a mielina é danificada, a comunicação entre o cérebro e o corpo pode ser prejudicada. Por isso, os sintomas podem variar bastante de uma pessoa para outra e também podem aparecer de maneiras diferentes ao longo do tempo.
Entre os sinais que podem estar relacionados à esclerose múltipla estão alterações na visão, formigamentos, dormências, fraqueza muscular, dificuldade de equilíbrio e coordenação, tontura, fadiga intensa e alterações na sensibilidade.
Também podem ocorrer dificuldades relacionadas à fala, à mobilidade e ao controle da bexiga, além de alterações cognitivas e emocionais em alguns casos.
Um dos desafios da doença é justamente a variedade de manifestações. Alguns sintomas podem ser confundidos com outras condições de saúde, o que torna a avaliação profissional fundamental.
A presença de um ou mais desses sinais não significa necessariamente que a pessoa tenha esclerose múltipla. O diagnóstico depende da avaliação médica, do histórico do paciente, do exame neurológico e, quando necessário, de exames complementares.
A identificação da doença é realizada por um profissional especializado, geralmente um neurologista. Não existe um único exame capaz de confirmar todos os casos de esclerose múltipla. Por isso, o médico avalia o conjunto de informações clínicas e os resultados dos exames.
A ressonância magnética é um dos principais recursos utilizados na investigação da doença. Outros exames também podem ser solicitados de acordo com cada situação.
O diagnóstico adequado permite que o paciente tenha acesso ao acompanhamento necessário e às opções de tratamento disponíveis. Embora a esclerose múltipla ainda não tenha cura, existem tratamentos capazes de reduzir a atividade da doença, controlar sintomas e contribuir para a qualidade de vida.
A esclerose múltipla pode atingir pessoas de diferentes idades, mas costuma ser diagnosticada principalmente em adultos jovens. A doença é mais frequente em mulheres do que em homens.
As causas exatas ainda não são completamente conhecidas. Estudos indicam que a doença está relacionada à combinação de fatores genéticos e ambientais, mas não existe uma causa única responsável pelo seu desenvolvimento.
Também é importante destacar que a esclerose múltipla não é contagiosa. O convívio com uma pessoa diagnosticada não oferece risco de transmissão.
O acompanhamento de quem tem esclerose múltipla deve ser individualizado. Dependendo das características da doença e das necessidades do paciente, podem ser utilizados medicamentos modificadores da doença, além de tratamentos destinados ao controle de sintomas específicos.
A equipe de acompanhamento também pode envolver outros profissionais da saúde, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e profissionais de enfermagem.
A prática de atividades físicas orientadas, alimentação equilibrada, sono adequado e acompanhamento regular também podem fazer parte dos cuidados, sempre de acordo com as condições e orientações de cada paciente.
A campanha Agosto Laranja tem papel importante ao levar informação para a sociedade. O conhecimento sobre a doença ajuda a diminuir o preconceito e pode estimular pessoas com sintomas persistentes a buscar atendimento.
A conscientização também é importante para familiares, amigos, colegas de trabalho e toda a comunidade. Em muitos casos, a pessoa com esclerose múltipla pode enfrentar sintomas que não são visíveis, como fadiga intensa, alterações sensitivas ou dificuldades cognitivas.
Por isso, compreender a doença é uma forma de promover acolhimento e respeito.
A esclerose múltipla apresenta diferentes formas de evolução e não significa necessariamente que a pessoa perderá sua autonomia ou ficará impossibilitada de trabalhar e realizar suas atividades.
Com diagnóstico, acompanhamento e tratamento adequados, muitas pessoas conseguem manter suas atividades pessoais e profissionais. Cada caso, porém, possui características próprias e deve ser acompanhado individualmente.
Neste Agosto Laranja, a principal mensagem é a importância de informar, conscientizar e buscar atendimento diante de sinais persistentes. A campanha reforça que conhecer a esclerose múltipla é também uma maneira de apoiar quem convive com a doença e contribuir para uma sociedade mais preparada para acolher e respeitar essas pessoas.
Agosto Laranja é um convite à informação, à empatia e à conscientização sobre a esclerose múltipla.
