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30/09/26 - às 15:05
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O Dia Nacional do Jornaleiro, celebrado nesta quarta-feira (30), reconhece a importância dos profissionais responsáveis pela venda e distribuição de jornais, revistas e outras publicações. Com uma trajetória que ultrapassa 150 anos no Brasil, a profissão teve papel fundamental na popularização da imprensa e na aproximação entre as notícias e a população, especialmente em uma época em que o jornal impresso era uma das principais fontes de informação.
A história dos jornaleiros brasileiros remonta ao século XIX. Um dos registros mais conhecidos aponta que, em 1858, com a circulação do jornal A Atualidade, exemplares começaram a ser vendidos de forma avulsa nas ruas, em um modelo que ajudou a ampliar o acesso às publicações.
Naquele período, pessoas negras escravizadas eram responsáveis por anunciar as principais manchetes e oferecer os jornais aos interessados. Posteriormente, imigrantes, especialmente italianos, também contribuíram para a expansão da atividade.
Inicialmente, os vendedores percorriam as ruas com exemplares presos por fitas ou carregados nos ombros. Com o crescimento da imprensa e da procura pelos impressos, surgiram pontos fixos de comercialização, que evoluíram para as tradicionais bancas de jornais.
Uma das histórias associadas à origem do termo banca envolve o imigrante italiano Carmine Labanca, que teria instalado um dos primeiros pontos fixos de venda de jornais no Rio de Janeiro.
O dia 30 de setembro é tradicionalmente dedicado à homenagem aos jornaleiros no Brasil. A data reconhece o trabalho desses profissionais na distribuição de informações e publicações, embora não esteja associada a um acontecimento histórico específico da origem da profissão.
Mais do que uma atividade comercial, o trabalho do jornaleiro representou, durante décadas, uma etapa essencial para que as notícias produzidas pelas redações chegassem aos leitores.
Antes da popularização da internet e dos dispositivos digitais, as bancas de jornais eram pontos de encontro entre leitores e informação. Era nelas que a população encontrava notícias locais e nacionais, revistas, histórias em quadrinhos, publicações culturais e materiais educativos.
O jornaleiro também desempenhava um papel de proximidade com a comunidade. Em muitos bairros, a banca fazia parte da rotina dos moradores, que passavam pelo local para comprar o jornal, acompanhar as notícias do dia ou conversar.
Além de contribuir para a circulação da informação, esses profissionais ajudaram a fortalecer o hábito da leitura e o contato da população com diferentes conteúdos.
Com o avanço da internet, das redes sociais e dos portais de notícias, a maneira de consumir informação mudou significativamente. As notícias passaram a chegar aos leitores em tempo real, por meio de celulares e computadores, transformando também o mercado de jornais impressos e o funcionamento das bancas.
Mesmo diante dessas mudanças, a trajetória dos jornaleiros permanece ligada à história da comunicação no Brasil. A profissão representa uma parte importante da evolução da imprensa e da democratização do acesso às publicações.
Neste 30 de setembro, a homenagem destaca não apenas quem trabalha nas bancas ou comercializa jornais, mas todos aqueles que, ao longo das gerações, contribuíram para aproximar a informação das pessoas.
Fontes: Senado Federal, Rádio Senado e registros históricos sobre a trajetória dos jornaleiros no Brasil.
