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06/10/26 - às 15:30
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O El Niño deve continuar influenciando o clima do Paraná até o início de 2027, com previsão de chuvas acima da média e maior possibilidade de episódios de chuva intensa. Segundo o Simepar, o fenômeno deve atingir seu pico de intensidade entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, enquanto as projeções indicam que seus efeitos podem continuar durante o verão.
O fenômeno ocorre quando há um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação da atmosfera e influenciando o comportamento das chuvas e das temperaturas em diferentes regiões do mundo. No Paraná, um dos principais efeitos associados ao El Niño é justamente o aumento da disponibilidade de umidade e da frequência de sistemas que provocam chuva.
De acordo com o Simepar, a primavera de 2026 deve registrar chuvas acima da média em todos os meses até dezembro, acompanhadas de episódios de chuva intensa mais frequentes. O cenário também inclui temperaturas acima da média, especialmente nos meses de novembro e dezembro.
O período de maior influência sobre o Paraná deve ocorrer entre o fim da primavera e o verão. As projeções apontam que o El Niño terá seu pico entre novembro e janeiro, justamente quando a combinação de calor e umidade pode favorecer a formação de tempestades mais fortes.
Em atualização divulgada no fim de setembro, o INMET apontou 95% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte no trimestre outubro-novembro-dezembro. A NOAA também mantém a previsão de um evento excepcionalmente intenso, com possibilidade de estar entre os mais fortes registrados desde 1950.
A influência do El Niño não significa que haverá chuva forte todos os dias ou em todas as cidades. O fenômeno altera as condições gerais do clima, enquanto a ocorrência de cada temporal depende de outros sistemas meteorológicos, como frentes frias, áreas de baixa pressão e sistemas convectivos.
Ainda assim, o Simepar aponta que o cenário aumenta a possibilidade de temporais severos, granizo, descargas elétricas, vendavais, enxurradas, cheias repentinas, saturação do solo e movimentos de massa. As regiões Centro-Sul, Sul, Oeste e Sudoeste aparecem entre as áreas com previsão de maiores desvios de chuva.
No boletim mais recente, o Simepar também informou que outubro deve ter chuva acima da média no Paraná, com maior recorrência e intensidade principalmente no Oeste, Sudoeste e Sul do Estado.
A previsão atual indica que o fenômeno não deve terminar com o fim de 2026. O INMET aponta que o El Niño deve persistir até o final do verão de 2026/2027, enquanto a NOAA indica possibilidade de manutenção do evento até pelo menos março de 2027.
Por isso, o período entre agora e os primeiros meses de 2027 merece atenção especial no Paraná. A Defesa Civil e o Simepar mantêm o monitoramento contínuo do fenômeno justamente por causa do potencial de ocorrência de eventos meteorológicos severos, como chuvas intensas, alagamentos, inundações e deslizamentos.
É importante destacar que El Niño não determina sozinho o tempo de uma determinada cidade em um dia específico. Para acompanhar riscos imediatos, como temporais e volumes elevados de chuva, as previsões de curto prazo e os alertas meteorológicos continuam sendo as informações mais importantes.
