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07/08/26 - às 14:30
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O inverno é uma estação que exige atenção redobrada não apenas com as pessoas, mas também com os animais. Em diversas regiões do Paraná, incluindo Prudentópolis, os dias frios têm sido acompanhados por chuvas frequentes, alta umidade e noites com temperaturas bastante baixas. Essas condições climáticas podem comprometer a saúde dos animais, favorecendo o surgimento de doenças respiratórias, agravando problemas articulares e aumentando o risco de hipotermia, especialmente entre filhotes, idosos e animais debilitados.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, nem todos os animais conseguem suportar o frio intenso apenas por possuírem pelos. A capacidade de manter a temperatura corporal varia conforme a espécie, a raça, a idade, o porte, o estado de saúde e até mesmo o ambiente onde vivem. Por isso, oferecer proteção adequada durante o inverno é uma responsabilidade fundamental dos tutores.
Assim como ocorre com os seres humanos, as baixas temperaturas favorecem o aparecimento de diversas doenças nos animais. Entre as mais comuns estão:
Nos gatos, as mudanças bruscas de temperatura também podem favorecer infecções respiratórias e reduzir a imunidade.
Animais idosos costumam sofrer ainda mais durante o inverno. As articulações ficam mais rígidas por causa do frio, aumentando o desconforto e a dificuldade de locomoção. Já filhotes ainda possuem um sistema imunológico em desenvolvimento e apresentam maior dificuldade para manter a temperatura corporal.
Além do frio, as chuvas constantes exigem cuidados extras.
Quando permanecem molhados por muito tempo, cães e gatos ficam mais vulneráveis ao desenvolvimento de fungos, dermatites, infecções na pele e problemas nos ouvidos, principalmente em raças com orelhas longas ou caídas.
Após passeios em dias chuvosos, é importante secar completamente o animal, incluindo patas, barriga e orelhas. Umidade acumulada favorece a proliferação de micro-organismos que podem causar doenças.
Também é importante evitar que os animais permaneçam em locais com lama, água parada ou excesso de umidade, reduzindo o risco de infecções e da exposição a parasitas.
Independentemente do porte do animal, ele deve possuir um local protegido para descansar.
Casinhas precisam estar em locais elevados, longe do contato direto com o chão úmido e protegidas do vento e da chuva. O ideal é utilizar mantas, cobertores ou camas que isolem o frio proveniente do piso.
Animais que vivem em quintais nunca devem permanecer expostos durante noites muito frias ou em períodos de chuva intensa. Sempre que possível, devem ser acolhidos em ambientes cobertos e protegidos.
No caso de cães de pelo curto, de pequeno porte ou idosos, o uso de roupas específicas para animais pode ajudar a conservar o calor corporal, desde que sejam confortáveis e não limitem seus movimentos.
Durante o inverno, alguns animais apresentam aumento natural do gasto energético para manter a temperatura do corpo.
Em determinadas situações, especialmente para animais que vivem ao ar livre, pode haver necessidade de ajuste alimentar, sempre com orientação do médico-veterinário.
A água também merece atenção especial. Mesmo com temperaturas baixas, a hidratação continua sendo essencial. Os recipientes devem permanecer limpos e abastecidos diariamente com água fresca.
Durante os dias frios, os banhos podem continuar sendo realizados, mas com alguns cuidados.
O ideal é utilizar água morna, secar completamente o animal com toalha e secador em temperatura adequada e evitar banhos em horários próximos ao anoitecer, quando a temperatura costuma cair rapidamente.
Nunca deixe o animal úmido após o banho, pois isso favorece a perda de calor e aumenta o risco de doenças respiratórias.
Durante o inverno, cães e gatos em situação de abandono enfrentam ainda mais dificuldades para sobreviver.
Sem abrigo adequado, eles ficam expostos ao frio intenso, à chuva e ao vento, aumentando significativamente o risco de hipotermia, doenças e até morte.
Quem puder ajudar pode oferecer um abrigo improvisado, caixas de papelão protegidas da chuva, casinhas, cobertores, água limpa e alimento. Pequenas atitudes fazem grande diferença para animais que vivem nas ruas.
Também é importante comunicar organizações de proteção animal quando encontrar animais feridos ou em situação de vulnerabilidade.
Nas propriedades rurais, o inverno também exige atenção com bovinos, equinos, ovinos, caprinos, aves e suínos.
A exposição prolongada ao frio e à chuva pode provocar perda de peso, queda na produção de leite, redução do desempenho reprodutivo e aumento da incidência de doenças respiratórias.
É fundamental garantir áreas de abrigo contra vento e chuva, manter camas secas nos estábulos, fornecer alimentação de qualidade e água limpa, além de reforçar o acompanhamento sanitário do rebanho.
Bezerros, cordeiros e outros animais jovens necessitam de cuidados ainda maiores, pois possuem menor capacidade de regular a temperatura corporal.
Durante os períodos mais frios, alguns tutores recorrem a aquecedores improvisados, brasas ou fogareiros próximos aos animais.
Essa prática não é recomendada, pois aumenta o risco de queimaduras, intoxicação por fumaça e incêndios. Caso seja necessário utilizar equipamentos de aquecimento, eles devem ser apropriados, seguros e sempre supervisionados.
Mais do que oferecer abrigo e alimentação, o inverno reforça a importância da convivência e do cuidado diário com os animais.
Observar mudanças de comportamento, perda de apetite, tremores constantes, dificuldade para respirar, tosse, secreção nasal ou apatia pode ajudar na identificação precoce de problemas de saúde. Ao perceber qualquer um desses sinais, a recomendação é procurar atendimento veterinário o quanto antes.
Cuidar dos animais durante o inverno é uma demonstração de responsabilidade e respeito à vida. Com medidas simples, como manter o abrigo seco, evitar a exposição ao frio e à chuva, garantir boa alimentação, hidratação e acompanhamento veterinário, é possível proporcionar conforto e proteger a saúde dos animais durante toda a estação. Em períodos de temperaturas baixas e instabilidade climática, atenção e carinho continuam sendo os melhores aliados para garantir o bem-estar daqueles que dependem dos cuidados humanos.
