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04/05/26 - às 15:42
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Celebrado em 3 de maio, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa chama a atenção para a importância de uma imprensa livre, ética e responsável na construção de uma sociedade mais informada, participativa e democrática. Neste ano, a data também foi marcada pela nota divulgada pela Embaixada da Ucrânia no Brasil, que reafirmou o compromisso do país com a liberdade de imprensa e de expressão, apontadas como pilares fundamentais das democracias, especialmente em meio à guerra em larga escala.
A liberdade de imprensa é um dos princípios fundamentais de uma sociedade democrática. Por meio dela, jornalistas, veículos de comunicação e profissionais da área podem apurar, investigar, questionar e divulgar informações de interesse público sem censura, perseguição ou interferência indevida. Esse direito não protege apenas a imprensa, mas principalmente a população, que depende de informações confiáveis para compreender a realidade, formar opinião e participar das decisões que impactam a vida coletiva.
Em um cenário marcado pelo avanço das redes sociais, pela circulação acelerada de conteúdos e pelo uso da desinformação como instrumento de manipulação, o trabalho jornalístico ganha ainda mais relevância. A apuração cuidadosa, a checagem dos fatos, a escuta de diferentes fontes e o compromisso com a responsabilidade editorial ajudam a diferenciar informação de boato, notícia de opinião e conteúdo verdadeiro de propaganda.
Na nota, a Embaixada da Ucrânia destaca que, hoje, defender a liberdade de expressão significa lutar em duas frentes: contra o terror e contra a propaganda. Segundo a representação diplomática, a Rússia ataca deliberadamente jornalistas e redações para ocultar a verdade sobre seus crimes. Além da violência física, promove desinformação em escala global, tentando manipular narrativas e dificultar o trabalho da imprensa profissional.
O comunicado também aponta que, desde o início da invasão em larga escala, pelo menos 149 profissionais da mídia morreram, entre ucranianos e estrangeiros. Ainda conforme a nota, ao menos 21 jornalistas perderam a vida enquanto exerciam sua missão. Para a Embaixada, trata-se de terror deliberado contra quem leva a verdade ao mundo, e crimes contra jornalistas devem ser responsabilizados.
Nos territórios temporariamente ocupados, a situação também é marcada pela repressão. De acordo com a Embaixada, a liberdade de expressão foi destruída nessas regiões, onde censura, perseguição e pressão substituíram o jornalismo livre. A nota afirma que a desocupação é o único caminho para restaurar o direito à informação.
Outro ponto citado no comunicado é a permanência de cerca de 30 jornalistas ucranianos em cativeiro russo. A Embaixada exige a libertação imediata e incondicional desses profissionais, reforçando que a defesa da liberdade de imprensa é uma causa global.
Mais do que uma homenagem aos profissionais da área, o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é um convite à reflexão sobre o valor da informação de qualidade. Uma imprensa livre fortalece a cidadania, amplia o acesso ao conhecimento e contribui para que a sociedade acompanhe, questione e compreenda os acontecimentos que moldam o presente.
Valorizar o jornalismo é reconhecer que comunicar também é um serviço público. Em cada reportagem, entrevista, cobertura ou notícia apurada com seriedade, existe um compromisso com a comunidade e com o direito de todos à informação clara, correta e acessível. Como reforça a nota da Embaixada da Ucrânia, proteger jornalistas é também proteger o futuro do mundo livre.
