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28/09/26 - às 14:15
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Setembro é marcado por diferentes campanhas de conscientização no Brasil, cada uma representada por uma cor e dedicada a uma causa social ou de saúde. Entre elas estão a prevenção ao suicídio, a doação de órgãos, o câncer infantojuvenil, a fibrose cística e a conscientização sobre a doença de Alzheimer. Em 2026, uma mudança importante foi a instituição do Setembro Roxo como Mês Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, por meio da Lei Federal nº 15.465, sancionada em julho.
Embora algumas campanhas tenham reconhecimento legal, outras são iniciativas de instituições, entidades de saúde e organizações sociais. O objetivo comum é ampliar o acesso à informação, incentivar a prevenção, combater preconceitos e estimular a busca por diagnóstico e tratamento.
O Setembro Amarelo é dedicado à prevenção do suicídio e à valorização da vida. A campanha busca ampliar o diálogo sobre saúde mental, combater o preconceito relacionado ao sofrimento psicológico e incentivar a procura por ajuda.
O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é celebrado em 10 de setembro. A mobilização reforça a importância da escuta, do acolhimento e do acesso aos serviços de saúde mental.
O Ministério da Saúde orienta que pessoas em sofrimento emocional procurem atendimento em unidades de saúde e nos serviços especializados. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188.
O Setembro Verde chama a atenção para a importância da doação de órgãos e tecidos, uma iniciativa que pode possibilitar a realização de transplantes e salvar vidas.
No Brasil, o Dia Nacional da Doação de Órgãos é celebrado em 27 de setembro, conforme a Lei nº 11.584/2007.
Um dos principais pontos da campanha é a conversa entre familiares. A autorização da família é necessária para a doação de órgãos de pessoas falecidas, por isso é importante que a pessoa manifeste claramente seu desejo de ser doadora.
A campanha também busca esclarecer dúvidas sobre transplantes e combater informações incorretas relacionadas ao processo.
O Setembro Dourado é voltado à conscientização sobre o câncer em crianças e adolescentes, destacando a importância do diagnóstico precoce.
Os sinais podem variar conforme o tipo de câncer, mas alguns sintomas merecem atenção, como dores persistentes, manchas roxas sem explicação, febre prolongada, palidez, perda de peso sem causa aparente e surgimento de caroços.
Como essas manifestações também podem estar relacionadas a outras condições, a avaliação médica é fundamental.
O diagnóstico realizado em fases iniciais pode ampliar as possibilidades de tratamento e melhorar os resultados clínicos.
Uma das novidades de 2026 é o reconhecimento oficial do Setembro Roxo como Mês Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística.
A Lei nº 15.465, de 9 de julho de 2026, alterou a legislação anterior e ampliou as ações de conscientização, que antes tinham como referência principal o dia 5 de setembro.
A fibrose cística, também conhecida como mucoviscidose ou doença do beijo salgado, é uma condição genética crônica que afeta principalmente os sistemas respiratório e digestivo. A doença provoca a produção de secreções mais espessas que o normal, dificultando sua eliminação e favorecendo infecções respiratórias e problemas digestivos.
Entre os sinais que podem estar relacionados à doença estão:
Tosse persistente, muitas vezes acompanhada de secreção;
Pneumonias e infecções respiratórias recorrentes;
Suor com sabor muito salgado;
Dificuldade para ganhar peso e crescer;
Problemas digestivos e diarreia.
O diagnóstico pode começar pela triagem neonatal, realizada por meio do Teste do Pezinho, mas a confirmação exige exames específicos, como o teste do suor ou exames genéticos.
O tratamento depende das manifestações da doença e pode incluir medicamentos, fisioterapia respiratória, suporte nutricional e acompanhamento multidisciplinar. O SUS disponibiliza tratamento e medicamentos conforme indicação clínica.
A legislação também prevê a divulgação da importância do diagnóstico precoce e do acesso aos medicamentos indicados nos serviços públicos de saúde.
Setembro também é reconhecido internacionalmente como o Mês Mundial de Conscientização sobre a Doença de Alzheimer. No Brasil, o dia 21 de setembro é oficialmente dedicado à conscientização sobre a doença, conforme a Lei nº 11.736/2008.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que compromete funções cognitivas, como memória, linguagem, orientação e capacidade de realizar atividades cotidianas.
Entre os sinais de alerta estão esquecimentos frequentes que interferem na rotina, dificuldade para realizar tarefas habituais, desorientação no tempo e no espaço e alterações de comportamento.
A campanha reforça que a demência não deve ser considerada uma consequência normal do envelhecimento e que a avaliação médica é importante diante de alterações persistentes.
O diagnóstico e o acompanhamento adequado ajudam a organizar os cuidados e a oferecer suporte à pessoa diagnosticada e aos familiares.
Além das mobilizações citadas, outras cores são utilizadas por instituições para representar diferentes causas:
Setembro Vermelho: associado à conscientização sobre doenças cardiovasculares, prevenção e cuidados com a saúde do coração. A campanha ganha destaque em torno do Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro.
Setembro Azul: utilizado em mobilizações relacionadas à comunidade surda, à acessibilidade, à valorização da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e à inclusão. O calendário do Ministério da Saúde também destaca a Semana Internacional das Pessoas Surdas na última semana completa de setembro.
Setembro Lilás: algumas instituições utilizam a cor em campanhas de conscientização sobre o câncer de pâncreas. A associação das cores pode variar conforme a organização responsável pela mobilização, não sendo correto tratar todas essas campanhas como uma única classificação oficial nacional.
As campanhas de setembro reforçam que a conscientização não deve se limitar a um mês do calendário. O acesso à informação, a identificação de sinais de alerta, o diagnóstico precoce, o acolhimento e a disponibilidade de tratamento são questões que precisam permanecer em debate durante todo o ano.
O reconhecimento do Setembro Roxo pela legislação federal em 2026 também amplia a visibilidade da fibrose cística, uma condição genética que exige acompanhamento contínuo e atenção às necessidades dos pacientes e familiares.
Fontes: Ministério da Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde, Câmara dos Deputados, Lei Federal nº 15.465/2026 e Instituto Unidos pela Vida.
