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27/08/26 - às 15:04
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A fumicultura ocupa uma posição estratégica na economia rural de Prudentópolis. Na safra 2024/2025, o município produziu aproximadamente 13,67 mil toneladas de tabaco e apareceu na 10ª colocação entre os maiores municípios produtores do Brasil, segundo dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). No Paraná, Prudentópolis ficou em 4º lugar, atrás de São João do Triunfo, Rio Azul e Ipiranga. O levantamento registrou 1.621 famílias produtoras no município e uma produção de 13.669 toneladas. Em uma referência anterior, baseada na safra 2022/2023, a Secretaria Municipal de Agricultura apontou 4.980 hectares cultivados, 11.404 toneladas produzidas e Valor Bruto da Produção de R$ 201,18 milhões, o equivalente a 15,2% de toda a produção agropecuária municipal.
Mais do que uma lavoura, o tabaco representa uma cadeia que envolve preparação da terra, produção de mudas, transplante, adubação, controle de plantas daninhas, pragas e doenças, colheita, transporte, cura em estufas ou galpões, classificação e comercialização. Em Prudentópolis, grande parte dessa atividade está concentrada em propriedades familiares e comunidades rurais, fazendo com que o dinheiro gerado pela cultura também circule no comércio, nos serviços, no transporte, na compra de insumos e na contratação de trabalhadores.

Os números mais recentes disponíveis da Afubra para a safra 2024/2025 colocam Prudentópolis em uma posição de destaque nacional.
No ranking dos maiores municípios produtores de tabaco do Sul do Brasil, que concentra praticamente toda a produção brasileira, a classificação ficou assim:
Isso significa que Prudentópolis está entre os dez maiores municípios produtores de tabaco do país, considerando a produção municipal da safra 2024/2025.
No Paraná, o município aparece na quarta colocação. Os três primeiros são São João do Triunfo, Rio Azul e Ipiranga.
A posição não é recente. O município já vinha aparecendo entre os maiores produtores nacionais há anos. Na safra 2023/2024, Prudentópolis também ocupou a 10ª posição nacional, com 9.585 toneladas segundo o relatório institucional do SindiTabaco baseado nos dados da Afubra.

É importante diferenciar dois conceitos: produção física e Valor Bruto da Produção.
Produção física é a quantidade de folhas produzidas, medida em toneladas. Já o VBP representa o valor econômico atribuído à produção agropecuária.
Na safra 2022/2023, Prudentópolis registrou R$ 201.178.869 em VBP do tabaco. Naquele ciclo, foram 11.404 toneladas produzidas em aproximadamente 4.980 hectares. A atividade representou 15,2% de toda a produção agropecuária do município.
Esse número ajuda a entender por que o tabaco possui tanto peso na economia local.
Entretanto, não é correto afirmar que os produtores colocam R$ 200 milhões no bolso. O VBP é o valor bruto da produção e não corresponde ao lucro líquido dos agricultores. Desse montante ainda precisam ser descontados custos como fertilizantes, defensivos autorizados, sementes, produção de mudas, mão de obra, energia elétrica, lenha para as estufas, manutenção de máquinas e instalações, transporte, classificação e outras despesas.
Em outras palavras: R$ 200 milhões de VBP não significam R$ 200 milhões de lucro.
O Paraná é um dos principais produtores de tabaco do país.
Na safra 2024/2025, o Estado cultivou 83.981 hectares e produziu 190.264 toneladas. Foram 27.062 famílias produtoras. A produção paranaense correspondeu a 26,4% de todo o tabaco produzido nos três estados do Sul.
O Estado apresentou produtividade média de 2.266 quilos por hectare.
Por tipo de tabaco, foram produzidas no Paraná:
A receita bruta dos produtores paranaenses chegou a R$ 3,77 bilhões naquela safra.
Ou seja, o Paraná não apenas possui uma grande área cultivada, como também possui uma cadeia econômica de bilhões de reais.
E a safra 2025/2026?Para a safra 2025/2026, a Afubra estimou inicialmente cerca de 685 mil toneladas de tabaco nos três estados do Sul.
No Paraná, foram estimados 83.834 hectares plantados, praticamente estabilidade em relação à área anterior.
A divisão estimada por tipo foi:
A produtividade estimada para o Paraná foi de 2.240 kg/ha no Virgínia, 1.999 kg/ha no Burley e 2.192 kg/ha no Comum.
Em julho de 2026, a Afubra atualizou o cenário da safra 2025/2026 e apontou uma produção próxima de 685 mil toneladas nos três estados, sendo aproximadamente 620 mil toneladas de Virgínia, 55 mil toneladas de Burley e 10 mil toneladas de Comum. A entidade também alertou para a queda dos valores pagos ao longo da comercialização.
No Sul do Brasil, três grandes grupos de tabaco possuem importância comercial: Virgínia, Burley e Galpão Comum.
A diferença entre eles não está apenas na aparência da planta. O sistema de cultivo, a colheita e, principalmente, a forma de cura das folhas mudam conforme o tipo.
Fumo VirgíniaO Virgínia é disparado o tipo mais produzido no Sul do Brasil.
Na safra 2024/2025, o Paraná produziu 172.275 toneladas desse tipo, contra 8.900 toneladas de Burley e 9.089 toneladas de Comum.
O Virgínia é conhecido pelo processo de cura em estufa, também chamado de “flue cured”.
Depois de colhidas, as folhas são colocadas na estufa e passam por um processo controlado de temperatura e umidade. A cura dura, em referência técnica, aproximadamente cinco a sete dias.
A colheita do Virgínia também é diferente.
Em vez de cortar a planta inteira, o produtor normalmente retira as folhas gradualmente, começando pelas folhas mais maduras. A lavoura passa por várias “apanhas”, fazendo com que a colheita se prolongue por semanas.
O sistema exige muita mão de obra porque as folhas precisam ser identificadas conforme o estágio de maturação, retiradas, transportadas e encaminhadas para a cura.

O Burley possui um sistema de produção diferente.
A planta é cortada inteira e levada para o galpão, onde permanece pendurada para secagem natural.
Por não utilizar a mesma estrutura de aquecimento do Virgínia, o processo de cura é diferente. A literatura técnica do setor aponta período de aproximadamente 40 dias, podendo variar conforme condições climáticas e estrutura do galpão.
Na safra 2024/2025, o Paraná produziu 8.900 toneladas de Burley.
O Burley é utilizado pela indústria principalmente em misturas, conhecidas como blends, para a fabricação de produtos de tabaco.
O chamado Galpão Comum também é curado em estruturas de galpão, sem o mesmo sistema de aquecimento utilizado no Virgínia.
É uma variedade de menor participação na produção sul-brasileira, mas ainda possui importância regional.
Na safra 2024/2025, o Paraná produziu 9.089 toneladas de Comum.
Historicamente, o Sul brasileiro também cultivou outros tipos, como o Amarelinho, mas a produção comercial desse tipo perdeu espaço e foi encerrada no fim dos anos 1990.

A produção começa muito antes de a planta chegar ao campo.
O primeiro estágio é a produção das mudas.
No Sul do Brasil, o sistema floating é amplamente utilizado. Nesse método, as mudas são produzidas em bandejas que ficam sobre uma lâmina de água.
A programação começa aproximadamente 70 a 80 dias antes da data prevista para o transplante para a lavoura.
Isso significa que o produtor que pretende transplantar em determinada época precisa começar a preparação das mudas com bastante antecedência.
A qualidade do solo é decisiva.
Antes do plantio, o agricultor precisa avaliar as condições da área e, sempre que possível, realizar análise de solo.
Dados do perfil socioeconômico dos produtores de tabaco da Região Sul mostram que:
Os dados mostram que a fumicultura moderna está cada vez mais ligada à conservação do solo.

É importante separar duas etapas.
A muda é produzida em canteiros/bandejas, especialmente pelo sistema floating.
Depois, quando está pronta, a muda é transplantada para a lavoura.
No campo, o preparo pode envolver a formação de camalhões ou “leiras”, dependendo do sistema utilizado, do solo e da orientação técnica.
O camalhão ajuda na organização das plantas e no manejo da água e do solo. A recomendação específica, entretanto, deve considerar análise de solo, declividade, textura, drenagem e orientação do técnico responsável.
Não existe uma única configuração que possa ser aplicada a todas as propriedades de Prudentópolis.
O ciclo não deve ser entendido como uma quantidade fixa de dias para todas as lavouras.
A produção começa com as mudas, que são preparadas cerca de 70 a 80 dias antes do transplante.
Depois do transplante, a planta passa pelas fases de desenvolvimento vegetativo, formação das folhas, desponte, controle dos brotos e maturação.
A colheita acontece posteriormente e varia conforme o tipo de tabaco e as condições climáticas.
No Virgínia, a colheita ocorre folha por folha e pode se estender por aproximadamente dois meses, conforme referências técnicas do setor.
No Burley, a planta é cortada inteira, em média cerca de 30 dias depois do desponte, seguindo posteriormente para a cura em galpão.
Portanto, quando se fala que “o fumo demora três meses”, por exemplo, é preciso tomar cuidado: o ciclo completo, considerando produção de mudas, transplante, desenvolvimento, colheita e cura, envolve um período significativamente maior.

Depois que as mudas chegam ao campo, começa uma das fases mais trabalhosas.
O produtor precisa acompanhar:
O tabaco é uma cultura bastante sensível às condições climáticas e às doenças.
Por isso, o acompanhamento técnico é importante, principalmente dentro do sistema integrado, no qual a empresa compradora fornece orientações e acompanha a produção.
AdubaçãoO tabaco possui elevada exigência nutricional e a adubação deve ser definida com base na análise de solo e na recomendação técnica.
O processo pode envolver adubação de base e adubação de cobertura.
Um levantamento de custos para o Virgínia na safra 2024/2025 apontou, como referência técnica, aproximadamente 797,8 kg/ha de fertilizante de base e 558,9 kg/ha de fertilizante de cobertura.
Isso não significa que todo agricultor de Prudentópolis utilize exatamente essas quantidades. São referências de uma metodologia de custo e devem ser ajustadas de acordo com solo, produtividade esperada, recomendação agronômica e sistema de produção.
A colheita é uma das etapas que mais diferenciam os tipos de tabaco.
No Virgínia, as folhas são retiradas gradualmente.
O produtor precisa observar a maturação da folha. Folhas verdes demais ou muito maduras podem ter impacto na qualidade e, consequentemente, na classificação e no preço recebido.
No Burley e no Comum, a lógica é diferente, com o corte da planta inteira e posterior cura em galpão.
A qualidade final não depende apenas da quantidade produzida.
Uma lavoura que produz muito, mas apresenta folhas com problemas de qualidade, pode ter uma remuneração menor.
Depois da colheita, o tabaco ainda não está pronto para ser comercializado.
Ele precisa passar pela cura.
No Virgínia, isso ocorre em estufas.
A temperatura e a umidade são controladas durante o processo, e a duração é de aproximadamente cinco a sete dias.
No Burley e no Comum, a cura ocorre naturalmente em galpões, podendo levar várias semanas.
É justamente nesse momento que a estrutura da propriedade se torna fundamental.
Uma falha na estufa, uma interrupção de energia, um problema no sistema de aquecimento ou uma condição inadequada podem prejudicar a qualidade do produto.
Em 2025, por exemplo, produtores da região Sul relataram preocupação com interrupções de energia durante a secagem do fumo, porque o processo em estufas depende de funcionamento contínuo.

Aqui é necessário fazer uma distinção entre faturamento bruto, custo e lucro.
Na safra 2024/2025, a Afubra registrou no Paraná produtividade média de:
Os preços médios foram:
Usando esses números apenas como uma simulação matemática, o faturamento bruto médio por hectare seria aproximadamente:
Virgínia:
2.276 kg × R$ 20,18 = R$ 45.917 por hectare
Burley:
2.004 kg × R$ 17,99 = R$ 36.052 por hectare
Comum:
2.362 kg × R$ 15,04 = R$ 35.512 por hectare
Esses valores não são garantia de faturamento para o produtor de Prudentópolis.
O preço real depende principalmente da classificação das folhas, da empresa, da qualidade, da produtividade e das condições de comercialização.
Essa é uma das perguntas mais importantes.
Uma referência de levantamento de custos para o Virgínia na safra 2024/2025 apontou custo total de aproximadamente R$ 38.025 por hectare.
Dentro desse cálculo, a mão de obra representou cerca de R$ 15.996 por hectare, fertilizante de base R$ 1.991, fertilizante de cobertura R$ 1.913, defensivos R$ 1.465, lenha R$ 2.348 e outros custos aproximadamente R$ 14.312.
Se fizermos uma simulação simples usando o faturamento médio paranaense do Virgínia de aproximadamente R$ 45,9 mil/ha e esse custo de referência de R$ 38 mil/ha, teríamos uma diferença de aproximadamente R$ 7,9 mil por hectare.
Mas esse número não deve ser apresentado como “lucro garantido”.
O custo de produção varia entre propriedades, e o levantamento utilizado como referência tem metodologia própria. Além disso, a remuneração depende da classificação do tabaco.
O produtor pode ter resultado melhor ou pior.

A fumicultura é conhecida pela elevada utilização de mão de obra.
A referência de custo do Virgínia para 2024/2025 apontou 635,2 horas de trabalho por hectare.
Transformando apenas para uma referência de jornada de oito horas, isso representa aproximadamente 79 jornadas de trabalho por hectare.
Isso não significa necessariamente 79 dias de um único trabalhador contratado.
O trabalho pode ser dividido entre:
Por isso, não é correto simplesmente pegar o número de horas e dizer que o produtor “paga 79 diárias”.
No Paraná, o piso regional de 2026 para trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca é de R$ 2.105,34 por mês, com valor-hora de R$ 9,57, conforme o Decreto Estadual nº 13.182/2026.
Esse valor é uma referência legal para trabalhadores abrangidos pelo piso regional e não significa que toda contratação temporária de um fumicultor seja calculada dessa maneira.
Em Prudentópolis, o custo da mão de obra na fumicultura pode chegar a R$ 350 por diária de trabalho ou, em alguns casos, ser calculado por empreita, chegando a cerca de R$ 30 por metro da estufa. Esses valores são referências praticadas em determinadas atividades e não correspondem ao piso salarial regional, que possui regras próprias para trabalhadores contratados formalmente.
O produtor não simplesmente colhe e vende a qualquer pessoa.
A comercialização ocorre normalmente depois que o tabaco passa pelas etapas de cura, preparação e classificação.
A classificação é fundamental porque as folhas são separadas de acordo com características de qualidade.
A remuneração varia conforme essa classificação.
Por isso, duas propriedades que produziram a mesma quantidade de fumo podem receber valores diferentes.
A negociação dos preços também é feita entre representantes dos produtores e empresas fumageiras.
Para a safra 2025/2026, as negociações começaram em janeiro de 2026 e inicialmente terminaram sem acordo.
Isso demonstra como o momento da comercialização pode influenciar diretamente a renda do agricultor.
Esse é um dos pontos que mais confundem quem não conhece a fumicultura.
Quando se diz que o preço médio do Virgínia foi de R$ 20,18/kg no Paraná em 2024/2025, trata-se de uma média.
O agricultor não necessariamente recebe R$ 20,18 por todos os quilos produzidos.
O tabaco é classificado em diferentes classes, e folhas com maior qualidade podem alcançar valores superiores, enquanto produtos classificados em categorias inferiores recebem menos.
Na negociação de 2024/2025, por exemplo, um acordo entre a comissão de produtores e a BAT estabeleceu R$ 23,30/kg para a classe BO1 do Virgínia e R$ 20,55/kg para a classe B1 do Burley.
Isso demonstra por que a qualidade da folha tem impacto direto na receita.

A fumicultura está diretamente exposta ao clima.
Chuva excessiva pode prejudicar a produtividade.
Seca pode afetar o desenvolvimento.
Geada pode causar danos.
Granizo pode destruir parte ou até toda uma lavoura.
Ventos fortes também podem provocar prejuízos.
O impacto do clima aparece claramente nas estatísticas.
Na safra 2023/2024, por exemplo, a produtividade média sul-brasileira do Virgínia caiu para 1.876 kg/ha, enquanto o Burley ficou em 1.539 kg/ha.
Já na safra 2024/2025, a produtividade se recuperou para 2.434 kg/ha no Virgínia e 2.141 kg/ha no Burley no conjunto dos três estados.
A fumicultura possui forte ligação com a agricultura familiar.
Na safra 2024/2025, o Sul do Brasil tinha 138.020 famílias produtoras, distribuídas por 525 municípios, segundo a Afubra.
A propriedade média dos produtores de tabaco era de 14,6 hectares, mas somente 3,1 hectares, em média, eram utilizados para o cultivo do tabaco.
Isso mostra que o agricultor não vive exclusivamente de uma cultura. Ele normalmente mantém outras atividades, como produção de grãos, criação de animais, hortaliças, leite ou outras fontes de renda.
Quando uma safra de tabaco é comercializada, o dinheiro não circula somente entre produtor e empresa.
A atividade movimenta uma cadeia muito maior:
É por isso que o VBP do tabaco possui importância que vai além do valor recebido diretamente pelo agricultor.

Os números ajudam a explicar a importância do fumo em Prudentópolis.
A cultura consegue gerar uma receita significativa em áreas relativamente pequenas, o que é uma vantagem para agricultores familiares que não possuem grandes extensões de terra.
Por outro lado, não se trata de uma lavoura simples.
O produtor precisa preparar a terra, produzir mudas, transplantar, adubar, controlar pragas e doenças, acompanhar o desenvolvimento, fazer o desponte, retirar brotos, colher, transportar, curar, classificar e armazenar.
No Virgínia, ainda existe a preocupação com o funcionamento das estufas.
E, depois de todo esse trabalho, o agricultor ainda está sujeito ao preço de mercado e à classificação do produto.
Para Prudentópolis, os números mostram que o tabaco não é uma atividade marginal.
Na safra 2024/2025, foram aproximadamente 13,67 mil toneladas produzidas, suficientes para colocar o município entre os dez maiores produtores de tabaco do Brasil e em quarto lugar no Paraná.
Na referência municipal da safra 2022/2023, o VBP do tabaco já ultrapassava R$ 201 milhões e representava 15,2% da produção agropecuária local.
Isso significa que, quando se fala em fumicultura em Prudentópolis, não se está falando apenas de uma cultura agrícola.
Está se falando de uma cadeia que envolve milhares de pessoas direta e indiretamente, especialmente nas comunidades rurais.

A atividade, entretanto, enfrenta desafios.
Entre eles estão a disponibilidade de mão de obra, o custo dos insumos, o clima, a necessidade de preservação do solo, o custo energético das estufas, a classificação das folhas e a negociação dos preços.
Na safra 2025/2026, a própria Afubra demonstrou preocupação com a queda dos preços durante o período de comercialização.
Outro desafio é manter a produtividade sem ampliar excessivamente a área cultivada.
A Afubra também defende equilíbrio entre oferta e demanda, justamente para evitar excesso de produto e pressão sobre os preços pagos aos agricultores.
Os dados disponíveis permitem montar um retrato bastante claro.
Prudentópolis:
E existe um ponto fundamental: o valor que aparece nas estatísticas como produção ou VBP não deve ser confundido com lucro do produtor.
Para saber quanto realmente sobra no bolso do agricultor, é necessário considerar produtividade, classificação, preço recebido, custo da mão de obra, fertilizantes, defensivos, energia, lenha, estrutura, transporte, manutenção, financiamento e demais despesas.
A fumicultura é, portanto, uma atividade de alta geração de renda por hectare, mas também de elevado investimento de trabalho e de exposição a riscos.
Em Prudentópolis, onde o município aparece entre os maiores produtores do país, cada folha de tabaco que sai das propriedades rurais representa o resultado de uma cadeia que começa meses antes, ainda na preparação das mudas e do solo, e termina somente depois da cura, classificação e venda do produto.
